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02/12/2022



Paraná

O ferry boat paranaense e o marido traído

 O ferry boat paranaense e o marido traído

A postura do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER) em relação ao ferry boat de Guaratuba faz lembrar a piada do marido traído. Diz a anedota que, ao chegar em casa, o marido flagra a esposa com o amante no sofá da sala. No boteco, ao contar a história a um amigo, recebe a pergunta:

 

– E o que você fez?

– Joguei fora o sofá, diz o marido traído.

 

Diante de mais um episódio de filas intermináveis e tempo de espera superior a quatro horas, registrado nesta quarta-feira (7), o DER, ao invés de exigir melhorias e investimentos por parte da empresa que administra o ferry boat, agiu como o marido traído da piada: resolveu proibir que veículos pesados usem o ferry boat a partir desta sexta-feira.

 

Trocando em miúdos, para o DER do Paraná, basta não atender uma categoria de veículos que as filas vão diminuir. Dessa forma, podemos sugerir que, para acabar de vez com as filas, basta proibir a circulação de todos os veículos. Não teremos mais filas. É de se supor, portanto, que exigir que a Internacional Marítima preste um serviço qualificado sequer passe pela cabeça dos diretores do DER.

 

De acordo com o DER, a “medida visa evitar a formação de filas excessivas para a compra do bilhete de embarque. A restrição terá início nesta sexta-feira (08), permanecendo em vigor até que sejam restabelecidas as condições de operacionalidade da travessia”.

 

Na nota encaminhada à imprensa o DER não informa, porém, se existe alguma previsão de liberação do tráfego desses veículos. É mais um triste capítulo da agonizante saga do ferry boat no governo Ratinho Junior.

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