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24/07/2024

SHOWS

Knotfest Brasil 2022: festival faz São Paulo tremer ao som de heavy metal

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Por Isabella Honório

 

O som das guitarras distorcidas e muita gritaria preencheram o Sambódromo do Anhembi no último domingo (18). A primeira edição brasileira do Knotfest, festival que reúne bandas de vários subgêneros do heavy metal provou que nem só de história vive o rock n’ roll. Grupos nacionais e internacionais e de várias épocas se dividiram entre os dois palcos e foram recebidos por uma platéia agitada. Os destaques do festival foram Sepultura, Bring me The Horizon, Judas Priest e Slipknot, que fechou a noite com um show memorável.

O som começou a rolar no final da manhã. Substituindo Motionless in White, que cancelou a apresentação por “doença séria” na última quarta-feira (14), a banda mineira de crossover Black Pantera foi a primeira a se apresentar, seguida por Oitão + Jimmy & Rats. Enquanto Argentina e França ainda brigavam pelo título de campeã mundial, a paulistana Project 46 subiu ao palco e entregou um show enérgico, com faixas como Erro +55 e Pode Pá. O evento contou com um telão para a transmissão da partida – quando a Argentina levantou a taça, a plateia comemorou com os hermanos.

Trivium, grupo consolidado na cena do metal se apresentou logo em seguida. Vended, formada em 2018 pelo vocalista Griffin Taylor, filho de Corey Taylor, e pelo baterista Simon Crahan, filho de Shawn “Clown” Crahan, surpreendeu com pelo show pesado e alta qualidade das composições, ganhando o corações e ouvidos do público.

Sepultura não decepciona nunca, ainda mais tocando em casa. Derrick Green, vocalista estadunidense, conversou com a plateia em português e mostrou todo o potencial dos seus guturais nos clássicos Roots Bloody Roots e Ratamahatta. Vários músicos dividiram o palco com a banda de Andreas Kisser. Scott Ian, guitarrista do grupo de trash Anthrax, Matt Heafy, frontman do Trivium e Phil Anselmo, vocalista do Pantera, participaram o show, que contou com um wall of death – momento que faz parte da cultura dos shows de metal, quando a plateia se divide ao meio e as partes correm em direção uma a outra.

A tarde seguiu com as bandas Mr. Bungle, do vocalista do Faith No More, Mike Patton, e Pantera, com a participação do guitarrista Zakk Wylde, do Black Label Society. Judas Priest, um dos headliners do Knotfest se apresentou no palco Carnival Stage. A banda de heavy metal britânica trouxe clássicos e agradou o público mais velho do festival.

Bring Me The Horizon fez um show para provar que consegue colocar tudo abaixo sem precisar se prender a um estilo – desde o deathcore até o metal alternativo que flerta com o eletrônico. O frontman Oliver Sykes,  que já é querido pelos brasileiros, caminhou em meio aos fãs e cumprimentou a plateia durante a faixa Drown, sem parar de cantar por um segundo. A potência vocal de Oliver e a qualidade instrumental da banda apareceram nos hits mais antigos como Can You Feel My Heart, que abriu a apresentação e House of Wolves, última do setlist.

E “Before I Forget”, o show do Slipknot fechou a noite no palco Knotstage com um repertório que reuniu as músicas mais pesadas da banda – se é que isso é possível. Vários moshpits se abriram em meio ao público, que gritava as letras de Duality, Psychsocial, Sulfur e Wait and Bleed com toda a força dos pulmões. O concerto terminou com a música People = Shit. A performance foi impecável e contou com pirotecnia, fogos de artifício no final da apresentação e Clown na percussão dando um show a parte. Corey Taylor fez ainda um discurso sobre a importância da cena do metal se manter unida como uma família, em um momento de grande emoção.

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(Fotos: Isabella Honório)

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