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14/06/2026

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DICAS

Fuja de pega-turistas. Na hora de escolher restaurantes, siga estes experts em viagens gastronômicas

06/01/2026
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Quando se trata de viajar, cada pessoa tem prioridades diferentes: algumas só querem relaxar. Outras preferem passar algumas horas em um museu ou encher a mala nas lojas. E algumas, como eu, se importam principalmente com a comida, e com a boa comida. Dentre tantas opções, decidir onde jantar pode parecer a tarefa mais difícil: existe apenas um Museu do Prado, mas há inúmeros bares de tapas em Madri. O primeiro passo é respirar fundo. É impossível visitar todos os restaurantes, cafés ou bares incríveis que uma cidade tem a oferecer em 12 visitas, quanto mais em uma só.

Em vez disso, concentre-se no que é importante para você. Especializada em gastronomia e autora de receitas, a escritora Carla Lalli Music certa vez planejou férias inteiras em busca dos melhores croissants. Anthony Bourdain ia direto ao mercado central de uma cidade desconhecida, considerando-o o melhor lugar para “ter uma ideia do que uma cultura mais valoriza” – e, sem dúvida, conquistando a simpatia de algum vendedor e reunindo algumas recomendações valiosas.

Gosto de passar minha primeira tarde em terra firme navegando pela aba “Seguindo” do perfil de uma cafeteria chique nas redes sociais. Acontece que cafeterias descoladas costumam seguir restaurantes e bares descolados. Aqui vão mais dicas de jornalistas viajados especialistas em gastronomia sobre como encontrar ótimas opções para comer, seja você do tipo que faz reservas com meses de antecedência ou que prefere algo mais espontâneo e relaxado.

Pergunte aos moradores

Embora seja fácil julgar um restaurante precipitadamente com base em avaliações do Google ou do TripAdvisor, os moradores conhecem melhor a cena gastronômica, especialmente os lugares favoritos onde o serviço é excelente, as bebidas são geladas e é fácil conseguir uma mesa.

Regan Stephens, escritora que vive na Filadélfia e cofundadora do site de guias de viagem Saltete, pesquisa especialistas locais antes mesmo de chegar ao aeroporto. Ela recomenda críticos de gastronomia, autores de livros de culinária ou guias de tours gastronômicos. “Procuro pessoas que moram no lugar e o conhecem melhor do que ninguém”, afirmou. Ela as segue onde quer que escrevam: redes sociais, publicações locais ou mesmo newsletters do Substack.

Se você estiver se sentindo particularmente corajoso, pode até enviar um email ou uma mensagem direta perguntando se eles têm um mapa ou lista do Google que compartilham com amigos e familiares — e na maioria das vezes a resposta é sim, disse Regan.

Esse método também funciona bem em interações presenciais. Ela puxa conversa com um barista, um barman ou um funcionário de uma lojinha (“contanto que não estejam atarefados” e lidando com uma enxurrada de clientes, fez a ressalva). Muitos ficam mais do que felizes em compartilhar seus lugares favoritos com um turista simpático.

Mas qual é a fonte preferida dela para uma refeição acessível e deliciosa em outra cidade? Motoristas de táxi. “Se você fosse dirigir para algum lugar agora, na sua hora de almoço, se estivesse prestes a sair do trabalho e encontrar seus amigos”, pergunta, “para onde você iria?”

Pesquise ao longo do ano

Para Lyndsay C. Green, crítica gastronômica do jornal The Detroit Free Press, procurar restaurantes durante suas viagens é “sua primeira prioridade em qualquer lugar”. Ela guarda recomendações o ano todo, usando a função de favoritos do Instagram para salvar publicações em pastas organizadas por cidade. “Eu só tento descobrir para onde as pessoas reais estão indo.” Por exemplo, Lyndsay visita Nova York algumas vezes por ano, então mantém uma lista atualizada de lugares para ir. “Assim, posso consultá-la sempre que estiver lá”, disse.

E, como uma autoproclamada “deixa para a última hora”, ela afirmou que manter uma lista atualizada, em vez de ter de começar do zero, torna o processo de planejamento menos estressante. Uma ou duas semanas antes de chegar, a crítica gastronômica revisa sua relação de lugares salvos, faz reservas e cria uma lista ou um mapa do Google com os mais casuais que deseja visitar e que não exigem reserva.

Aprenda a identificar pega-turistas

Nem todos os restaurantes turísticos são ruins: muitos nova-iorquinos ainda recomendam com entusiasmo a Katz’s Deli, que existe há mais de um século, mesmo com a fila de turistas que se estende pelo quarteirão a qualquer hora do dia. Mas nem todo restaurante é como o Katz’s. Regan, por exemplo, geralmente evita restaurantes que exibem fotos do cardápio na vitrine. “Eles são obviamente voltados para turistas”, disse ela, “para facilitar a escolha, principalmente se for um lugar fora dos Estados Unidos.”

Eric Asimov, colunista de vinhos da seção de gastronomia do jornal The New York Times, é ainda mais direto: “Pode parecer óbvio, mas restaurantes para turistas são especialmente comuns em regiões turísticas”. Ele sugere procurar em “bairros menos frequentados por eles”. Evite as áreas ao redor da Torre Eiffel em Paris; no lugar, considere o bairro de Montmartre. “E, para evitar filas de espera, faça reservas sempre que possível.”

Susmita Baral, editora sênior de viagens da revista Travel + Leisure, concorda que ficar na fila para comer – o que reduz o tempo que você pode dedicar a explorar um destino – não é uma atividade divertida. “Você precisa estar disposto a esperar e, convenhamos, na maioria das vezes, vale a pena ficar em fila por uma refeição?”, questiona Susmita. “Para mim, não.”

Reserve um tour gastronômico

Você não precisa ser um detetive da internet ou um crítico gastronômico influente para aproveitar ao máximo sua experiência à mesa num destino. A editora da Travel + Leisure recomenda reservar um tour gastronômico como parte da viagem, num site como o Airbnb Experiences, por exemplo. Passeios guiados por um morador são uma ótima maneira de aprender num ambiente informal: “Você pode perguntar sobre pratos que deveria experimentar, sobre a cozinha tradicional ou pratos típicos que talvez não sejam tão conhecidos por viajantes e turistas”, disse.

Um tour gastronômico também é uma excelente maneira de aprender frases-chave e a etiqueta local. Num tour gastronômico recente em Osaka, no Japão, Susmita não só experimentou a culinária da cidade, como também aprendeu a se comportar como turista. “Ela nos ensinou como pedir uma cerveja em um bar”, disse sobre sua guia. “Ela nos ensinou como gritar e dizer ‘Com licença’. E como pedir algo para duas pessoas em vez de uma.” Seu único arrependimento? Não ter reservado o passeio no primeiro ou segundo dia da viagem.

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