Com investimento de R$ 1,07 milhão e vigência de 18 meses, o mapeamento fornecerá subsídios para políticas públicas, atração de investimentos e modernização do setor.
Representantes da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), do Ministério de Minas e Energia, da Eletros e do Sistema Indústria — com participação do SENAI Amazonas e do Sistema Fiep, por meio do Observatório da Indústria —, além da organização internacional Clasp, reuniram-se no dia 2 de fevereiro, em Curitiba, para o kick-off do projeto nacional de mapeamento da cadeia produtiva de Aquecimento, Ventilação, Ar-Condicionado e Refrigeração (HVAC-R). O encontro marcou o início oficial dos trabalhos técnicos voltados à construção de uma base integrada de dados, análises e cenários estratégicos sobre um setor considerado chave para a competitividade industrial e para o avanço da eficiência energética no Brasil.
O mapeamento da cadeia de HVAC-R tem como objetivo identificar gargalos produtivos, oportunidades tecnológicas e diretrizes estratégicas capazes de fortalecer a indústria nacional. O estudo irá analisar, de forma integrada, os segmentos de aparelhos de ar-condicionado, refrigeradores e compressores, considerando aspectos produtivos, tecnológicos, econômicos, regulatórios e de mercado. A iniciativa busca oferecer subsídios qualificados para a formulação de políticas industriais, o direcionamento de estratégias empresariais e o aprimoramento de ações voltadas à eficiência energética.
Marcia Oleskovicz, gestora do projeto pela ABDI, esclareceu que o estudo faz parte de uma iniciativa mais ampla, parceria entre a Agência, o MME e a Clasp, iniciativa que visa trabalhar a eficiência energética como vetor fundamental da política industrial do país. “O setor HVAC-R é estratégico em um contexto de mudanças climáticas em todo o mundo. A busca por equipamentos de ar-condicionado e refrigeradores cresce a cada ano e a tendência é de aumento. Ao mesmo tempo, esse é um dos setores mais intensivos em consumo de energia, o que torna a eficiência energética uma questão central — não apenas ambiental, mas econômica e social”, afirma. “O Brasil tem escala produtiva, mercado interno robusto e empresas líderes globais instaladas aqui, mas ainda enfrenta gargalos que impedem transformar essa presença em competitividade global. É preciso olhar para a cadeia de forma detalhada para apontar oportunidades de adensamento produtivo, com inovação, eficiência e geração de valor no país.”
No mesmo contexto de discussões técnicas, o Observatório da Indústria do Sistema Fiep apresentou a metodologia que será adotada no desenvolvimento do estudo, baseada em análises qualitativas e exploratórias das cadeias produtivas, revisão de documentos estratégicos, construção de painéis de dados, estudos prospectivos e processos de validação colaborativa com especialistas do setor. Os resultados serão consolidados em diferentes entregas, como publicações técnicas, resumos executivos, portais interativos de dados e uma plataforma digital integrada à Sala Prospectiva®.
Para o gerente do Observatório da Indústria do Sistema Fiep, Sidarta Ruthes, o projeto representa um avanço relevante na organização e integração de informações estratégicas sobre o setor. Segundo ele, ao transformar dados em conhecimento aplicado, o mapeamento contribui para orientar decisões empresariais e políticas públicas, fortalecendo a competitividade industrial em um cenário de transição energética e crescente demanda por eficiência.
A expectativa é que o projeto consolide uma visão estruturada e de longo prazo sobre a cadeia de HVAC-R no Brasil, apoiando o desenvolvimento industrial sustentável e a modernização do setor.
Além de Sidarta Ruthes e outros representantes do Observatório da Indústria do Sistema Fiep, participaram da reunião Jorge Nascimento, Thiago Rodrigues e Renato Alves (Eletros); Marcelo Sperling (MME); Alessandra Sousa (Clasp), Marcia Oleskovicz (ABDI) e Elvio Carlos Dutra e Silva Junior (Instituto SENAI de Inovação do Amazonas – ISI/AM).



