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Toffoli nega ‘amizade’ com Vorcaro, mas confirma ser sócio de empresa que negociou com cunhado dele

12/02/2026
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli confirmou, em uma nota divulgada nesta quinta-feira (12), que é sócio e recebeu dividendos de uma empresa que fez negócios com um fundo de investimentos ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master. Toffoli, porém, disse que não tem “relação de amizade” com Vorcaro e afirmou que “jamais recebeu qualquer valor” pago pelo banqueiro.

Como mostrou o Estadão, Toffoli é sócio anônimo da empresa Maridt que é dirigida por seus dois irmãos e tinha participação em dois resorts da rede Tayayá. A empresa vendeu sua fatia no negócio de hospedagem no Paraná a fundos de investimentos que tinham como acionista o pastor Fabiano Zettel, cunhado e operador financeiro de Vorcaro.

O ministro divulgou uma nota sobre esses negócios, após a Polícia Federal ter entregado um relatório ao STF sobre menções ao nome de Toffoli encontradas no telefone celular do banqueiro – que incluem diálogos entre os dois.

Na nota, Toffoli afirmou que a Maridt é uma empresa familiar e que ele faz parte do quadro societário dela, mas que a administração fica a cargo de seus familiares. Ele argumentou que, de acordo com a Lei Orgânica da Magistratura, não há impedimento para que juízes integrem o quadro societário e recebam dividendos de empresas, desde que não exerçam a administração.

“A referida empresa foi integrante do grupo Tayaya Ribeirão Claro até 21 de fevereiro de 2025. A participação anteriormente existente foi integralmente encerrada por meio de duas operações sucessivas, sendo a primeira a venda de cotas ao Fundo Arllen, em 27 de setembro de 2021, e a segunda a alienação do saldo remanescente à empresa PHD Holding, em 21 de fevereiro de 2025. Deve-se ressaltar que tudo foi devidamente declarado à Receita Federal do Brasil e que todas as vendas foram realizadas dentro de valor de mercado. Todos os atos e informações da Maridt e de seus sócios estão devidamente declarados à Receita Federal do Brasil sem nenhuma restrição”, diz a nota.

O ministro afirmou também que assumiu a relatoria do inquérito sobre a venda do Banco Master ao Banco Regional de Brasília (BRB) somente quando a Maridt já não fazia mais parte do grupo Tayayá Ribeirão Claro. Disse ainda que desconhecia o gestor de um dos fundos que negociou com a Maridt, que seria justamente o cunhado de Vorcaro.

“Ademais, o Ministro desconhece o gestor do Fundo Arllen, bem como jamais teve qualquer relação de amizade e muito menos amizade íntima com o investigado Daniel Vorcaro. Por fim, o Ministro esclarece que jamais recebeu qualquer valor de Daniel Vorcaro ou de seu cunhado Fabiano Zettel”, diz a nota.

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