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04/06/2026

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EM BALNEÁRIO CAMBORIÚ

Empresário paranaense joga R$ 429 mil do 30º andar de um prédio durante operação da PF

12/02/2026
igor paganini

Na manhã desta quarta-feira (11), um episódio inusitado chamou a atenção em Balneário Camboriú (SC). Durante uma operação da Polícia Federal, o empresário Igor Paganini, de 40 anos, lançou uma mala contendo R$ 429 mil em espécie pela janela de seu apartamento no 30º andar de um edifício de luxo.

A ação fazia parte da terceira fase da Operação Barco de Papel, que investiga um esquema bilionário de desvios de recursos do Rioprevidência, fundo de previdência dos servidores do Estado do Rio de Janeiro, envolvendo o Banco Master. Inicialmente, os mandados de busca e apreensão tinham como alvo a companheira de Paganini. No entanto, ao perceber a chegada dos agentes, ele arremessou a mala com o dinheiro pela janela, atitude interpretada como tentativa de ocultação de provas.

Igor Paganini é natural de Guarapuava e atua no setor imobiliário. Em 2015, mudou-se para Balneário Camboriú, onde expandiu seus negócios no mercado de alto padrão. O edifício de onde o dinheiro foi lançado, conhecido como Paganini Tower, é um dos empreendimentos ligados à sua família.

Além do dinheiro, a Polícia Federal apreendeu dois veículos de luxo e celulares durante a operação. As autoridades agora investigam se a estrutura empresarial de Paganini foi utilizada para lavar dinheiro proveniente das operações financeiras fraudulentas. A suspeita é que ele atuava na logística de ocultação de bens de Deivis Marcon Antunes, ex-presidente do Rioprevidência e principal alvo da operação.

A Operação Barco de Papel apura irregularidades na compra, pelo Rioprevidência, de letras financeiras emitidas pelo Banco Master. Entre novembro de 2023 e julho de 2024, o fundo investiu aproximadamente R$ 970 milhões no banco, que foi liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025 devido a graves violações às normas regulatórias. As investigações apontam que o Banco Master teria desviado cerca de R$ 11,5 bilhões.

As autoridades continuam analisando o caso para identificar os responsáveis e eventuais crimes cometidos contra o sistema financeiro nacional.

(Imagem: PF)

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