As delações que atingem concessões de saneamento e colocam a Aegea no centro de um novo escândalo nacional acenderam um alerta que vai além das fronteiras onde os relatos teriam ocorrido.
Segundo informações da imprensa nacional, a Aegea está sendo investigada por pagamento de propinas em concessões de água e esgoto no país.
De acordo com as reportagens, executivos e colaboradores ligados à empresa admitiram, em acordos de delação, o pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos para obtenção ou manutenção de contratos de concessão. Conforme as reportagens, o montante mencionado nas delações seria de pelo menos R$ 63 milhões.
O que aparece como crise de reputação no plano federal, no Paraná deve ser analisado com lente de aumento. A Aegea venceu duas licitações da Sanepar para prestação de serviços de esgotamento sanitário em dezenas de cidades do Estado.
A Aegea atua no Paraná porque venceu uma licitação em 2023, para atender 16 municípios, e outra em 2024 para a prestação de serviços de esgotamento sanitário em 36 municípios. Somadas, as duas vitórias colocam o grupo à frente de operações em 52 cidades paranaenses, em contratos de longo prazo e com impacto direto sobre metas de universalização do saneamento.
No Estado, a Aegea é representada pela Ambiental Paraná, estrutura criada para executar as parcerias firmadas com a Sanepar, por meio de sociedades de propósito específico e uma operação voltada a obras, operação e manutenção de sistemas de esgotamento sanitário.
É essa empresa que aparece como “rosto” local da Aegea no dia a dia da PPP, com interlocução institucional, agenda regulatória, relacionamento com municípios e execução do contrato.



