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07/06/2026

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Israel lança ataques em larga escala no Irã e promete matar qualquer sucessor de Khamenei

04/03/2026
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A guerra no Oriente Médio entrou nesta quarta-feira (4), no quinto dia consecutivo. As hostilidades já se espalharam por várias frentes, incluindo ataques aéreos israelenses sobre Teerã, ameaças sobre o futuro sucessor do líder supremo iraniano e o controle da Guarda Revolucionária sobre o estratégico Estreito de Ormuz.

Militares israelenses afirmaram nesta quarta-feira (4), ter iniciado “ataques em larga escala” contra Teerã. Segundo o Exército, a ofensiva incluiu uma nova onda de bombardeios contra alvos estratégicos no território iraniano.

Entre os pontos atingidos estão uma instalação ligada ao armazenamento, produção e lançamento de mísseis balísticos na região de Isfahan, além de dezenas de estruturas classificadas como infraestrutura do regime.

Em comunicado divulgado na rede social X, as Forças de Defesa de Israel informaram que a operação foi conduzida pela Força Aérea e mirou instalações consideradas estratégicas em diferentes áreas do país.

Israel ameaça sucessor do aiatolá

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que qualquer dirigente iraniano escolhido para substituir o líder supremo, o aiatolá Ali Khalamei, morto no último sábado durante os confrontos, será considerado alvo caso mantenha políticas hostis contra Israel e seus aliados.

“Se Deus quiser, o líder será nomeado na primeira oportunidade. Estamos perto, mas a situação é de guerra”, disse Ahmad Khatami, integrante da Assembleia de Especialistas para a Liderança, responsável pela escolha.

‘Controle total’ do Estreito de Ormuz

A Guarda Revolucionária do Irã declarou que passou a exercer “controle total” sobre o Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo e gás. Segundo a corporação, qualquer embarcação que tente atravessar a passagem poderá ser alvo de mísseis ou drones.

“Neste momento, o Estreito de Ormuz está sob controle completo da Marinha da República Islâmica”, afirmou o oficial Mohammad Akbarzadeh, em comunicado divulgado pela agência estatal Fars.

Na terça-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que a Marinha americana estava preparada para escoltar petroleiros que cruzem a área.

Declínio nos lançamentos do Irã

Israel afirmou que observa um declínio nos lançamentos do Irã, à medida que o conflito entra em seu quinto dia, disse o porta-voz das Forças de Defesa de Israel, brigadeiro Effie Defrin.

Segundo ele, Israel não se surpreenderá com nenhuma nova arma que o Irã possa usar e que o país se preparou extensivamente para o confronto. Defrin acrescentou que Israel continuará a “caçar e destruir” as capacidades militares iranianas.

Mísseis e drones interceptados

Os Emirados Árabes Unidos e o Catar anunciaram ter interceptado vários mísseis e drones lançados pelo Irã, que mantém ataques de retaliação contra países do Golfo.

O Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos informou a interceptação de três mísseis balísticos e 121 drones, acrescentando que oito drones caíram em território nacional. Já as autoridades do Catar relataram a interceptação de dois mísseis de cruzeiro e dez drones.

Espanha diz ‘não à guerra’

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, reafirmou a recusa de seu governo em permitir que aviões americanos usem bases espanholas para atacar o Irã, em resposta às críticas e ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que chegou a condicionar as relações comerciais entre os dois países à cooperação militar.

Sánchez reforçou sua posição em pronunciamento televisionado, destacando que a política espanhola é guiada por princípios e não será determinada por pressões externas. “A posição do governo da Espanha pode ser resumida em quatro palavras: não à guerra”, afirmou. “Não seremos cúmplices de algo que seja prejudicial ao mundo e contrário aos nossos valores e interesses, simplesmente por medo de represálias.”

A Comissão Europeia também se pronunciou sobre a questão, declarando estar “pronta” para proteger os interesses da União Europeia. O porta-voz Olof Gill afirmou que a UE manifesta “total solidariedade a todos os Estados-Membros e a todos os seus cidadãos” e que, por meio da política comercial comum, está preparada para agir, se necessário, para salvaguardar os interesses do bloco.

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