Cristiano do Nascimento Galego, conhecido nas redes sociais como “Rei das Loiras”, é um cabeleireiro e influenciador digital que atua em Curitiba e ganhou notoriedade por técnicas de clareamento capilar e transformações de cabelos loiros. Com mais de 1 milhão de seguidores, ele construiu grande visibilidade na internet, onde divulga atendimentos, cursos e projetos empresariais ligados ao setor de beleza.
Natural de Campo Mourão (PR) e com mais de duas décadas de atuação profissional, Galego também investiu em negócios próprios, incluindo uma rede de franquias voltada para serviços de química capilar e estética. Em 2024, chegou a disputar uma vaga na Câmara Municipal de Curitiba, obtendo 699 votos.
Nos últimos dias, porém, o nome do profissional passou a circular fora do universo da estética e das redes sociais, após o registro de boletins de ocorrência por parte de clientes que afirmam não ter recebido serviços previamente pagos. A Polícia Civil do Paraná apura os relatos.
Clientes relatam pagamentos antecipados e falta de atendimento
Segundo os registros policiais e relatos reunidos por vítimas, diversas consumidoras afirmam ter adquirido vouchers promocionais para procedimentos de mechas divulgados nas redes sociais do cabeleireiro. Os pagamentos, em alguns casos feitos via PIX, teriam sido realizados antecipadamente, mas os atendimentos não ocorreram.
Uma das clientes relatou ter pago cerca de R$ 499 por um pacote que normalmente custaria aproximadamente R$ 1.500. Após o pagamento, o procedimento teria sido remarcado diversas vezes e, posteriormente, cancelado sem devolução do valor.
Outras consumidoras afirmam ter enfrentado situação semelhante. Algumas chegaram a comparecer ao salão, onde teria sido realizado apenas um teste de mecha, etapa preliminar para avaliar a resistência do cabelo, sem continuidade do serviço. Em determinados casos, clientes relataram encontrar o estabelecimento fechado nas visitas seguintes.
Relembre o caso
As denúncias ganharam repercussão após a formação de um grupo de clientes que dizem aguardar atendimento, reembolso ou esclarecimentos. Estima-se que ao menos duas dezenas de mulheres tenham registrado prejuízos semelhantes, com relatos de reagendamentos sucessivos, dificuldade de contato e ausência de resposta após os pagamentos.
Os boletins de ocorrência foram registrados principalmente como suspeita de estelionato, crime contra o patrimônio. A Polícia Civil investiga se os episódios apresentam padrão de atuação e se há outras vítimas.
Até o momento, as autoridades apuram a documentação apresentada pelas clientes, incluindo comprovantes de pagamento e conversas mantidas com o profissional ou sua equipe.



