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Ao menos quatro pessoas morreram após um ataque com mísseis contra uma casa em Bagdá, capital do Iraque, na madrugada desta terça-feira (17) (horário local). O bombardeio aconteceu horas após uma investida com drones contra o complexo da embaixada dos Estados Unidos na cidade.
Segundo um funcionário iraquiano, as informações iniciais apontam que o ataque teve como alvo assessores iranianos que trabalham com grupos próximos à Teerã, a capital iraniano. A residência atingida fica no bairro nobre de Jadriya.
Já no bombardeio contra a sede diplomática, pelo menos quatro foguetes foram interceptados pela defesa antiaérea da embaixada. Antes, ainda durante a noite de segunda, 16, um drone caiu em um hotel de luxo, sem deixar feridos.
A queda deu início a um incêndio no telhado do hotel Al Rasheed, situado na Zona Verde, área de segurança no centro de Bagdá onde se encontram representações diplomáticas, instituições internacionais e órgãos governamentais.
Esses ataques ocorreram após o grupo armado pró-Irã Brigadas do Hezbollah anunciar a “morte como mártir” de seu “responsável de segurança”.
O Iraque foi arrastado para o conflito iniciado em 28 de fevereiro por Israel e pelos Estados Unidos contra o Irã. O primeiro-ministro do Iraque Mohammed Shia al-Sudani, chefe das Forças Armadas, condenou os ataques, incluindo um que teve como alvo um campo petrolífero no sul, e os classificou como ameaças à “segurança e estabilidade” do país.
Grupos locais que apoiam o Irã reivindicam diariamente a autoria de ataques com drones contra militares americanos ou instalações petrolíferas, enquanto são alvo de ataques atribuídos a Washington ou a Israel.



