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06/06/2026

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ELEIÇÕES 2026

A chapa que o Iguaçu quer: Eduardo Pimentel ao governo, Guto de vice

26/03/2026
eduardo pimentel

Há um movimento intenso, e cada vez menos discreto, nos corredores do Palácio Iguaçu. O objetivo é um só: montar a chapa mais competitiva possível para a disputa do governo do Paraná em 2026 e, sobretudo, garantir a continuidade do grupo político liderado por Ratinho Junior.

A tarefa, porém, está longe de ser simples. Política é a arte de acomodar vontades, conter egos, alinhar interesses regionais e, acima de tudo, harmonizar projetos pessoais que, muitas vezes, caminham em direções opostas. E nada acontece, também, sem sacrifícios pessoais.

Some-se a isso a necessidade de lançar uma chapa capaz não apenas de disputar, mas de vencer e assegurar a sucessão de um governo que chega ao fim com índices robustos de aprovação.

Fontes muito bem informadas do HOJEPR relatam que, apesar da complexidade, uma alternativa desponta como praticamente consensual dentro do núcleo duro do governo. O prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, seria o nome escolhido para encabeçar a disputa pelo Palácio Iguaçu. Para vice, o secretário das Cidades, Guto Silva.

Uma chapa que o grupo do governador Ratinho Junior considera ter forte trânsito político para disputar a eleição deste ano. Nessa composição, o presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Curi, entraria na corrida ao Senado.

Segundo essas mesmas fontes, essa chapa seria apoiada por algo próximo de nove em cada dez integrantes do grupo político do governador.

A presença do ex-prefeito Rafael Greca, figura de enorme densidade eleitoral na capital, ainda estaria sendo negociada. Sua participação, seja na chapa majoritária, seja em outro papel estratégico, é vista como peça importante para ampliar a coesão e o alcance do projeto.

O foco, porém, é o nome que encabeça a equação.

Eduardo Pimentel chega a esse momento com um ativo raro na política brasileira. Alta aprovação popular em seu primeiro ano à frente da Prefeitura de Curitiba.

Pesquisas recentes indicam índices superiores a 70% de aprovação, com baixa rejeição. Um patamar que o coloca em posição privilegiada não apenas na capital, mas também como vitrine administrativa para o restante do Estado.

Em termos eleitorais, significa capacidade de transferência de votos, especialmente na Região Metropolitana, onde se concentra parcela significativa do eleitorado paranaense.

Uma candidatura de Eduardo ao governo representaria, na prática, a tentativa de replicar, em escala estadual, o modelo político-administrativo que hoje domina Curitiba: gestão pragmática, discurso moderado e forte associação ao legado de Ratinho Junior.

Já Alexandre Curi no Senado consolidaria não apenas o apoio da Assembleia, também agregaria a extraordinária liderança que o deputado tem com os prefeitos do Paraná.

Se confirmada, essa chapa teria como principal narrativa a continuidade. Não apenas de um governo, mas de um ciclo político que modernizou a administração estadual e manteve estabilidade institucional e fiscal.

Resta saber se essa equação, ainda discutida nos bastidores, se sustentará até segunda-feira (30), data em que várias fontes apontam como o dia do anúncio da chapa.

Até lá, muita água ainda deve rolar embaixo da ponte, com muita conversa com os atores políticos dessa intrincada novela. Em política, unanimidades costumam durar pouco quando as urnas se aproximam.

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