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Levantamento mostra que melhor ataque foi campeão da Copa mais vezes que a melhor defesa, contrariando teoria de Ancelotti

31/03/2026

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“O Brasil, para ganhar Mundial, tem que ter talento, e temos, e também defender bem. Copa do Mundo ganha quem leva menos gols, não quem faz mais”. A frase dita por Carlo Ancelotti em coletiva de imprensa nesta segunda-feira, 30, um dia antes do amistoso da seleção brasileira contra a Croácia gerou polêmica.

O italiano usou como exemplos os times de Carlos Alberto Parreira em 1994 e Luiz Felipe Scolari em 2002, os dois últimos títulos do Brasil em Copas.

E levantamento feito pelo Estadão mostra, sim, que o “Mister” está errado.

O melhor ataque de cada Copa do Mundo foi do time campeão em 9 das 23 edições, ou 39%. São elas: a Itália de 1934, Brasil em 1962, 1970 e 2002, Argentina em 1978 e 1986, Alemanha em 1990 e 2014, e a França e 1998.

Já a seleção menos vazada conquistou a taça em apenas duas Copas na história: o Brasil de 1958 e a França em 1998.

O Brasil teve a melhor defesa da Copa do Mundo em 5 ocasiões: 2018 (2 gols sofridos), 1990 (2), 1986 (1), 1958 (4) e 1930 (2). Porém, só foi campeão mesmo em 1958, no primeiro título. Ou seja, quando a defesa da seleção é a melhor do torneio, quase sempre não deixa o time mais próximo do título.

Ancelotti citou o time armado por Carlos Alberto Parreira em 1994 e esse, de fato, foi uma defesa exemplar, levando apenas 3 gols e ficando somente atrás da Noruega no primeiro Mundial nos Estados Unidos como seleções menos vazadas da competição.

O mesmo pode ser dito de 2002. Apesar dos 4 gols sofridos durante a competição, o Brasil teve uma média de apenas 0,57 neste quesito, só atrás da Alemanha, a quem derrotou na final, que com os dois gols de Ronaldo elevou seu total para 3 sofridos durante a Copa, média de 0,43.

O que os números nos dizem?

Segundo dados da Opta, desde que a Copa do Mundo adotou o formato de sete jogos (1974 a 2022), 12 dos 13 campeões tiveram média inferior a um gol sofrido por jogo. A única exceção foi justamente a mais recente: a Argentina de 2022 sofreu oito gols em sete partidas, mas três deles na final contra a França.

Por outro lado, 12 dos 13 campeões nessa era tiveram média superior a 1,5 gols marcados por partida – a única exceção foi a Espanha de 2010, com 1,1 (8 gols em sete partidas). Aliás, oito dos 13 tiveram média de pelo menos 2,0 gols por partida, incluindo os últimos três campeões.

Só de 2002 para cá, foram 23 times que fizeram mais de 1,5 gol por jogo e tomaram menos de 1,0 gol por partida. 19 deles foram eliminados.

Os melhores ataques e defesas de cada Copa do Mundo

Foto: Maddie Meyer/MADDIE MEYER

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