Curitiba está novamente no topo da qualidade de vida entre as capitais brasileiras. É o que mostra o Índice de Progresso Social 2026, divulgado nesta quarta-feira (20/5) pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia. No comparativo com todas as cidades do país, Curitiba está na quinta posição. A cidade lidera o ranking das capitais pelo segundo ano seguido.
Obtendo nota 71,29, Curitiba está à frente de Brasília (DF), que obteve índice 70,73, São Paulo (SP), avaliada com 70,64, e Campo Grande (MS), com nota 69,77. O índice médio do Brasil é de 63,4.
A capital paranaense melhorou seus indicadores. Em 2025, a cidade ocupava a 11ª colocação entre os municípios brasileiros, com uma nota de 69,89. Neste ano, Curitiba saltou para a quinta colocação geral, com nota de 71,29 e é a única capital e única cidade com mais de um milhão de habitantes entre os 15 municípios melhor avaliados.
Crescimento em vários quesitos
Quando analisados os componentes que compõem esta nota, Curitiba avançou em diversos quesitos na comparação com o IPS 2025.
Em Acesso à Informação e Comunicação, a nota na cidade no ano passado foi 78,48, e cresceu em 2026 para 94,80. Este parâmetro avalia a cobertura de internet móvel (4G/5G), existente na cidade, assim como a densidade de internet banda larga fixa, a densidade de telefonia móvel e a qualidade de internet móvel disponíveis.
Se analisado como a cidade oferece Moradia, a nota que era 89,94, foi para 90,22. Para esta nota foram avaliadas a disponibilidade de domicílios com coleta de resíduos adequada, de domicílios com iluminação elétrica adequada e de domicílios com paredes e pisos adequados.
Também foi registrado avanço em Acesso ao Conhecimento Básico, em teve índice de 78,37 em 2025 e agora foi avaliado com 81,12. Este quesito avalia o abandono no ensino fundamental e médio, a distorção idade-série no ensino médio, evasão escolar, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e o percentual de reprovação escolar no ensino médio.
A cidade também mostra progresso em Qualidade do Meio Ambiente. Neste parâmetro são avaliados a quantidade de áreas verdes urbanas, as emissões de CO₂ por habitante, a existência de focos de calor, o Índice de Vulnerabilidade Climática dos Municípios (IVCM) e a supressão da vegetação primária e secundária. A nota de Curitiba, que foi de 73,41 no ano passado, agora é de 74,58.
Investimentos em toda a Curitiba
O prefeito Eduardo Pimentel atribui os bons resultados aos esforços realizados por toda a cidade para oferecer as melhores estruturas e serviços para o cidadão.
“Para Curitiba, esse resultado é motivo de orgulho e mostra que estamos no caminho certo. O IPS promove um pente-fino em dados e indicadores que medem a qualidade de vida nas cidades brasileiras e, entre eles, vários estão relacionados à oferta de serviços públicos municipais. Temos atuado fortemente na educação, na saúde, na geração de empregos, no investimento em meio ambiente e sustentabilidade e no maior pacote de obras da história do município. Isso é possível porque temos um forte compromisso com a responsabilidade fiscal, como demonstra a nota A+, concedida pelo Tesouro Nacional. A partir dessa saúde financeira, conseguimos realizar investimentos em toda a cidade, melhorando a vida dos curitibanos”, diz o prefeito.
O que o IPS avalia
O IPS Brasil 2026 mostra que o país alcançou pontuação média de 63,40, indicando uma evolução sutil em relação ao ano anterior. Entre as dimensões do índice, “Necessidades Humanas Básicas” apresentou o melhor desempenho, com média de 74,58, seguida por “Fundamentos do Bem-estar”, com 68,81. Já a dimensão ‘Oportunidades” registrou o menor resultado, com 46,82, mantendo o padrão observado desde as edições anteriores.
Na análise dos 12 componentes que compõem o índice, Moradia obteve a maior pontuação média (87,95), seguida por “Acesso à Informação e Comunicação” (79,81), que também apresentou o maior avanço percentual em relação ao ano anterior. Em contrapartida, os piores resultados concentram-se na dimensão de “Oportunidades”, com destaque para “Direitos Individuais” (39,14), “Acesso à Educação Superior” (45,97) e “Inclusão Social” (47,22).
O componente de “Inclusão Social” mantém trajetória de queda desde 2024, refletindo desafios como a baixa representatividade de mulheres e pessoas negras nas câmaras municipais e os altos índices de violência contra minorias. Ao mesmo tempo, parte da região Nordeste apresenta desempenhos relativamente melhores nesse tema.
Os Estados da Amazônia Legal apresentam desempenho mais baixo no componente de “Qualidade do Meio Ambiente”, influenciados pelo desmatamento acumulado e pela concentração de emissões de gases de efeito estufa, segundo o estudo. Já o componente de “Saúde e Bem-estar” aponta fragilidades especialmente nas regiões Sul e Sudeste, associadas a taxas elevadas de obesidade, suicídio e mortalidade por doenças crônicas não transmissíveis.



