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Com o Brasil contando os dias para o começo da Copa do Mundo de 2026, uma das conquistas mais especiais da Seleção Brasileira na competição tem sua história contada de forma emocionante na Netflix. Já disponível na plataforma, Brasil 70: A Saga do Tri conta como o plantel, que chegou ao México contestado, superou as desconfianças para levantar o troféu do tri mundial e se tornar o maior time a já vestir a camisa canarinho.
Criada por Naná Xavier e Rafael Dornellas, a minissérie explora como Pelé (Lucas Agrícola), Zagallo (Bruno Mazzeo), Tostão (Ravel Andrade) e companhia se apegaram à paixão pelo esporte, ao patriotismo e até a superstições para conquistar a terceira estrela da nossa camisa.
Confira o trailer ‘Brasil 70’:
“Meu pai contava muitas histórias sobre a Copa de 1970, era um momento que fazia parte do nosso convívio”, contou Naná ao Estadão durante evento de pré-estreia da produção no Nubank Parque (ex-Allianz Parque), em São Paulo. “A ideia de lançar antes da Copa foi uma estratégia coletiva nossa, justamente com essa intenção de [lançar] algo que trouxesse a torcida de volta para perto da seleção, que celebrasse o futebol como um patrimônio cultural do Brasil mesmo.”
No mesmo evento, Paulo Morelli, que dirige Brasil 70 ao lado do filho, Pedro Morelli, reforçou essa vontade de usar a produção como uma forma de incendiar a torcida brasileira nas semanas antes da Copa do Mundo de 2026, que será disputada em estádios dos Estados Unidos, México e Canadá. O plano, no entanto, fez com que a equipe da minissérie precisasse correr contra o tempo. “Tinha um ano e meio entre a aprovação — sem roteiros [escritos] [e a Copa]. Então a gente começou a fazer roteiro e já começou a pesquisa de locação e elenco. Foi uma correria que a gente nunca passou.”
Além dos roteiros, Brasil 70 trouxe um desafio especial: encontrar o elenco perfeito, como explicou Dornellas. “Talvez esse seja um dos maiores desafios [que enfrentamos], porque tínhamos que encontrar pessoas que eram parecidas fisicamente com as pessoas retratadas, mas que tinham que saber atuar, tinham que ser atores e saber jogar futebol, porque a gente ia reproduzir as jogadas em campo.”
“Então é todo um conjunto de fatores, então foi um processo muito grande, muito longo, muito complexo e que foi maravilhoso ver. A gente foi chegando e vendo as pessoas, não só parecidas, mas com excelentes atores, grandes jogadores de futebol, foi muito legal.”
Com o elenco escolhido, o próximo passo era descobrir como recriar lances enraizados no imaginário de todos os brasileiros, tenham eles vivido ou não a Copa de 1970. “Fizeram pouquíssimos filmes de futebol no Brasil e com certeza não fizeram nenhum que tivesse tanto futebol”, explicou Pedro. “A gente tinha uma grande responsabilidade de filmar o futebol de um jeito plástico, lindo, que tivesse uma pegada dos anos 1970. A gente usa muito a linguagem de câmera dos anos 1970, com a textura, a película, as cores, a brincadeira com o zoom…”
“A gente queria ter a câmera perto do jogador, sentir o cara respirar, sentir a pressão que o cara tá sentindo, ver aquele estádio em volta dele, entender a troca de olhares entre os jogadores, a troca de passes, como uma jogada é construída, entender a ‘geografia’ de uma jogada por dentro dela. Acho que esse foi o maior desafio.”
Se as cenas de Brasil 70 não forem o bastante para fazer os torcedores acreditarem no Hexa ainda em 2026, Paulo conta com algumas coincidências com os títulos anteriores conquistados pelo Brasil. “Todo mundo achava que a gente não tinha a menor chance, coisa que está parecendo o que está acontecendo agora”, disse o diretor, lembrando ainda do intervalo de 24 anos que separaram o tri do tetra — mesmo tempo passado desde o penta, em 2002.
“Tem uma mística dos 24 anos, que faz com que a gente tenha um pouco mais de esperança, de que, dessa vez, a gente pode sair das cinzas de novo e trazer o troféu.”
Com oito episódios, Brasil 70: A Saga do Tri está disponível na Netflix.
Foto: Netflix/Divulgação



