Que eu sou apaixonado por carros de todas as épocas desde criança não é segredo para ninguém. Mas se tem uma marca que sempre me fascinou ao olhar para aquela estrela em cima do capô do motor e que hoje em dia vem estampada na grade, é a MERCEDES BENZ.
Um pouco da história bem resumida da Mercedes:
Considerado o primeiro automóvel do mundo, foi criado em 1871 pela Benz & Cia. e pelo Karl Benz (ajudado por sua mulher Berta) em Stuttgart- Alemanha, Em 1924 se une com a Daimler (outra fabricante alemã) juntando forças após a 1ª Guerra Mundial. A Daimler usava o nome Mercedes para seus carros que participavam em competições patrocinadas por um rico judeu que se chamava Emil Jellinek que quis homenagear sua filha e que se tornou Agente Oficial para vendas (Revendedor) na França, Áustria-Hungria, Bélgica e Estados Unidos. A estrela de três pontas significa que os motores fabricados pela Daimler-Benz atendiam veículos destinados ao mar, ao ar e à terra, com um círculo em volta das pontas as unindo. A partir de 1924 Karl Benz adota o nome Mercedes Benz para todos os seus carros e motores.

Posto isto, vamos nos transportar para Curitiba dos anos 60, 70 e 80, quando as importações de automóveis eram muito difíceis, para proteger a recém criada indústria automotiva nacional. Os donos de carros Mercedes Benz eram pessoas conhecidas e com excelente poder aquisitivo. Meu padrinho Umberto Scarpa era um deles. Tinha uma Mercedes Bordeaux do início dos anos 60 e no início dos anos 70 comprou outra na cor branca. Mas como ele era Consul Honorário podia importar estes carros à época. Outros que me lembro: Alfredo Braz (cartorário), Erlei Volpi (imóveis), Paulo Pimentel (foi governador e dono de jornais e televisão), Nelson Laporte (cartorário), Jofre Cabral e Silva (fundador e Presidente do Santa Mônica Clube de Campo e Atlético), Percy Isacson (dono da Britânia eletrodomésticos).
Mas uma coisa todos tinham em comum: ficavam muitos anos com seus carros. A Mercedes adotou (e em parte ainda pratica isto), em lançar um modelo e conserva-lo igual por muitos anos, com pequenas e quase imperceptíveis modificações. Aliado à qualidade dos materiais empregados que são muito duráveis e por apresentar poucos defeitos mecânicos, esta prática deu muito certo ao redor do mundo, com carros que chegam a rodar mais de um milhão de quilômetros.

Meu testemunho: estou na quinta Mercedes desde 1993. A primeira delas, uma 190-E de cor preta, me salvou a vida em setembro 1994, quando eu estava indo para Foz do Iguaçu. Era perto da meia noite quando bati (sem saber no que eu tinha batido), num cavalo de cor escura, quando eu estava perto de Cascavel. O carro ainda desceu um barranco, capotou e parou com a porta do motorista para cima. Mas o motor continuou funcionando, lembro de ter que desligar a chave. Ao sair do carro, fiz um pequeno corte no braço e só. Algumas pessoas que estavam no sentido contrário ao meu e que viram o acidente vieram me ajudar e contaram que eu tinha batido num cavalo. Me ajudaram a desvirar o carro e com a chegada da Polícia Rodoviária Federal fui levado ao hospital em Cascavel para dar alguns pontos no braço. O carro foi guinchado para o Posto da Polícia e deu perda total. A cabine dele ficou totalmente preservada e o air-bag me protegeu. No dia seguinte fiz um B.O. e acionei o seguro. Comprei outra Mercedes, uma 300-E. na cor cinza grafite.
O melhor carro nacional nesta época era o Ômega, lançado em 1993 no Brasil. Tenho certeza que se eu estivesse com um carro destes não estaria aqui para contar a história, sem esquecer e agradecer as mãos de Deus que me protegeram.
Continuo usando Mercedes e recomendo a marca para quem gosta de ficar um bom tempo com o mesmo carro e preserva sua segurança e o prazer de dirigir um ícone da indústria automotiva mundial.
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