Sustentabilidade, bem-estar e desempenho ambiental deixaram de ser atributos complementares para ocupar posição cada vez mais estratégica no mercado imobiliário. Em um cenário no qual investidores, incorporadores e usuários observam com mais atenção a longevidade dos ativos, a eficiência operacional e a qualidade dos espaços construídos, certificações ambientais e soluções voltadas à saúde passaram a influenciar decisões desde a concepção dos projetos.
Na avaliação da Baggio Schiavon Arquitetura (BSA), escritório com mais de quatro décadas de atuação no desenvolvimento de empreendimentos imobiliários, essa mudança reflete uma transformação mais ampla na forma como o mercado compreende valor. Projetos assinados pelo escritório, como LLUM, PINAH, Hanami, NEO Superquadra, Iguaçu 2820 e Corporate Jardim Botânico, exemplificam diferentes abordagens relacionadas à sustentabilidade, à biofilia, à eficiência e ao bem-estar.
“Quando falamos em sustentabilidade, estamos falando de edifícios que utilizam recursos de forma mais inteligente, promovem eficiência operacional e oferecem ambientes mais saudáveis para seus usuários. A arquitetura tem papel fundamental nessa equação porque as decisões tomadas no projeto impactam décadas de uso da edificação”, afirma Flavio Schiavon, sócio-fundador da Baggio Schiavon Arquitetura.
Entre os exemplos dessa evolução está o LLUM, empreendimento da Construtora Laguna que conquistou a certificação LEED Gold e se tornou um dos marcos arquitetônicos de Curitiba. Concebido para unir desempenho e qualidade de vida, o residencial incorporou soluções voltadas ao conforto térmico, acústico e lumínico, além de estratégias que contribuíram para o reconhecimento internacional do projeto. A mesma busca por eficiência e longevidade também está presente em empreendimentos como o NEO Superquadra e o Iguaçu 2820, desenvolvidos a partir de critérios alinhados às melhores práticas de construção sustentável.
A discussão sobre bem-estar também ganhou relevância na avaliação dos empreendimentos. Um dos principais exemplos é o PINAH, residencial da Laguna com projeto arquitetônico assinado pela BSA e reconhecido como o primeiro empreendimento residencial da América Latina em processo de certificação WELL. Localizado ao lado da Praça da Espanha, o projeto foi concebido a partir da preservação da vegetação existente e da integração de soluções voltadas à qualidade do ar, da água e dos ambientes internos, refletindo uma demanda crescente por espaços que consideram a saúde dos moradores como parte da proposta de valor.
A presença da natureza nos espaços construídos passou a influenciar diretamente a arquitetura contemporânea. No Hanami, residencial da Adriática Incorporadora localizado no Batel, jardins, amplas aberturas e a relação permanente entre áreas internas e externas ajudam a estabelecer uma conexão mais próxima com o ambiente natural, favorecendo conforto e qualidade de vida no cotidiano urbano.
“Hoje existe uma compreensão muito maior sobre a influência dos espaços na qualidade de vida. Quando incorporamos elementos naturais ao projeto, criamos ambientes mais agradáveis, mais saudáveis e mais conectados às necessidades humanas contemporâneas”, afirma Manuel Baggio Pereira, sócio-fundador da BSA.
No segmento corporativo, essa mesma lógica orientou o desenvolvimento do Corporate Jardim Botânico. O edifício incorporou soluções voltadas à eficiência energética, reaproveitamento de água da chuva, valorização da vegetação nativa e conforto dos usuários, refletindo uma visão que considera o ambiente de trabalho como parte da estratégia de bem-estar e desempenho das organizações.
Para a Baggio Schiavon Arquitetura, o avanço das certificações, da biofilia e das práticas de construção sustentável representa uma mudança estrutural no mercado imobiliário. Mais do que acompanhar tendências, os empreendimentos passam a ser avaliados por sua capacidade de gerar valor ao longo do tempo, conciliando desempenho, qualidade construtiva e uma relação mais equilibrada com as pessoas e com o ambiente.



