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11/06/2026

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COPA 2026

Brasil se refugia em CT de R$ 500 milhões e não tem contato com torcedores nos EUA

11/06/2026
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Nos Estados Unidos, os atletas da seleção brasileira têm encontrado paz e privacidade nas duas cidades que a CBF escolheu para serem a base do Brasil durante a Copa do Mundo, ambas em Nova Jersey. Refugiados em meio à natureza e distantes dos torcedores, os jogadores tiveram contato com fãs apenas uma vez e usam estrutura de ponta tanto no hotel na comunidade de Basking Ridge quanto no Columbia Park, centro de treinamento do New York Red Bulls.

Nas duas instalações, não há como os fãs se aproximarem. Só entram os jornalistas, geralmente para acompanhar 15 minutos de treino aberto. Há, sempre, mais de um carro da polícia local para controlar o acesso, além de funcionários do CT nas entradas do Columbia Park, reformado recentemente com investimento de US$ 100 milhões (R$ 519 milhões).

Conhecida como a “Capital Militar da Revolução Americana”, Morristown, que abriga o centro de treinamento usado pela seleção, tem importância histórica para os Estados Unidos. A revolução americana passou por ali.

Foi a cidade onde George Washington instalou dois acampamentos de inverno durante a Guerra da Independência. A localização do município, entre Filadélfia e Nova York, oferecia uma vantagem estratégica para o Exército Continental.

Também foi escolhida em decorrência das indústrias locais e dos recursos naturais disponíveis para o fornecimento de armamentos, bem como pela capacidade que se acreditava a comunidade ter de fornecer alimentos suficientes para sustentar o exército.

As forças permaneceram em Morristown durante todo o inverno, de janeiro até a chegada da primavera, em maio de 1777.

Morristown era um centro comercial para agricultores e mineradores de ferro locais. Hoje, é um município arborizado e com ruas largas, como uma típica cidade americana. A população estimada é de 20 mil habitantes, segundo o último censo, de 2020.

Morristown esteve entre as 100 melhores cidades para morar nos Estados Unidos em 2022, apontou ranking elaborado pelo site Livability.

No começo do século passado, o New York Herald descreveu Morristown como “a Cidade dos Milionários da Nação”. O jornal afirmava que o lugar abrigava “a mais rica e menos conhecida colônia de pessoas abastadas do mundo”.

Eram muitas as mansões, cujo alto custo de manutenção e o aumento de imposto sobre a renda fizeram o cenário mudar a partir de 1929, ano da Grande Depressão, a quebra da bolsa de Nova York, movimento que resultou na maior crise do capitalismo financeiro do século 20.

A cidade, como tantas outras dos EUA, não vive clima de Copa, mas é possível notar mais interesse em relação a Nova York, cujos moradores não se interessam pelo Mundial. A diferença fica clara pela curiosidade das pessoas em Morristown ao notar a credencial da reportagem.

“Vocês estão aqui pela Copa do Mundo?”, pergunta a gerente de um bar no centro da cidade que transmitirá algumas das partidas do torneio. “Posso dizer que só conheço o Messi entre os jogadores”, conta ela.

Conforto e privacidade em hotel de gigante da comunicação

Os atletas estão hospedados no hotel The Ridge, que faz parte do complexo da gigante de telecomunicações Verizon e funciona como uma hospedagem de luxo para executivos e convidados, além de receber eventos para funcionários da empresa.

O hotel está situado em Basking Ridge, uma elitizada e bucólica comunidade em Bernards Township, na região de Somerset Hills. Trata-se basicamente de uma área residencial, com casas que podem chegar a US$ 1 milhão (R$ 5 milhões na cotação atual).

São 15 minutos do CT do New York Red Bull, em Morristown, ao hotel em Basking Ridge, facilitando o deslocamento dos atletas. A curta distância, a privacidade, a calmaria e o conforto impressionaram a CBF. Como no CT, há posto de controle na entrada do hotel.

O CT e o hotel não estavam na lista das opções que a Fifa oferece às seleções, mas a CBF gostou tanto do lugar que fez o pedido à entidade, atendido posteriormente.

“O objetivo principal era buscar melhor qualidade de gramados, hotéis, facilidades de logísticas, a menor diferença possível de fuso e outros fatores que poderiam influenciar positivamente no desempenho da seleção”, explicou Cícero Souza, gerente geral de seleções masculinas da CBF.

“Encontramos na região de Nova York/Nova Jersey as melhores condições em todos esses itens e isso pode fazer a diferença numa competição que é extremamente complicada diante da grandeza do evento”.

O CT passou por reformas de ampliação das estruturas e modernização de instalações e equipamentos. O espaço dispõe de oito campos de futebol – dois deles utilizados pelo Brasil – áreas de treinamento, academias de ginástica, vestiários, piscinas, hidromassagem, sauna e escritórios administrativos.

O plano da CBF é voltar a utilizar o CT e o hotel em outras fases da Copa, caso o Brasil avance e opte por permanecer em Nova Jersey.

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