ANO IV

12/06/2026

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Posse de Bola e G4: obrigatórios

12/06/2026
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Que me desculpem os ex-jogadores, mas jornalista é fundamental. Claro que estou falando dos comentaristas esportivos. Exceção? Lógico que há: Walter Casagrande. Ele jogou o quê, 15 anos? Porém, é comentarista há uma eternidade. Só de Globo — consulto aqui — foram 24 anos. Então, voltemos aos prolegômenos.

Casagrande é comentarista no Posse de Bola, do UOL. E, junto dele, está um time que deixa os concorrentes a ver navios (assista, ouça!). Se me permitem, quero escalar um jogador: Sandro Macedo, da Folha, mestre da cerveja que escreve a coluna Copo Cheio. Sem dúvida, ele é bom de copo, mas é melhor de futebol. É um desperdício.

Mas fico nesse “jogador”. Os demais estão escalados e a sorte é que, em alguns casos, são imorríveis: Juca Kfouri e José Trajano; Arnaldo Ribeiro e Paulo Vinícius Coelho; Danilo Lavieri e Eduardo Tironi; Casagrande, já mencionado, Rodrigo Mattos e mais Mauro Cezar Pereira.

Outros programas esportivos, com nenhum respeito, são preenchidos com ex-atletas que dizem pouco sobre futebol — ou dizem obviedades e, quando falam, maltratam o português. Ah, inculta e bela!

Claro que não é o caso de generalizar. Por isso, generalizo.

O espinafro de todo dia

O Posse de Bola é informação, opinião, bom humor e exercícios de metalinguagem. Estes ficam a cargo de Trajano, mestre em desaforar a enquete diária do programa. É hilário. Se você não conhece Trajano, pense em Erasmo Carlos — e vice-versa. Trajano ainda dá autógrafos por aí, confundido que é com o cantor e compositor.

Afora isso, é tudo muito profissional. O debate sobre futebol flui sem gritarias e sem disse-me-disse. É difícil comparar porque é incomparável.

Se o caro leitor quer mais, vá ao Bandsports e veja o G4, programa que vai ao ar no horário mais nobre dos movietones esportivos: meio-dia.

Tironi está lá, é o âncora de ambos, e Arnaldo também. Completam o quarteto Paulo Massini e Rodrigo Vessoni. A inteligência artificial informa que o programa “reúne jornalistas com visões e paixões clubistas distintas”. Fake.

Há dois são-paulinos, um palmeirense e um corintiano. Todos sabemos disso. Até as pedras da escadaria da Igreja do Passo, na Bahia, sabem disso. Porém, ninguém é porta-voz de clube. Pelo contrário: são críticos, e críticos ácidos.

Turma do amendoim

Sim, a internet, de fato, criou um tipo de jornalismo clubístico destinado a um torcedor que quer ouvir suas próprias opiniões ecoadas. Mas o G4 não é isso; é outra coisa. É mais a “turma do amendoim”, que não poupa ninguém.

Eu, palmeirense, estendo minha audiência aos canais do YouTube de Massini e Lavieri. Estão em todas. Vida de jornalista agora é de porta em porta. Estilo caixeiro-viajante — pentes e espelhos, gravatas e meias — que não se via antanho. Agora se vê. E se ouve. E se lê.

Em meio ao bombardeio de programas sobre a Copa — e “bombardeio”, talvez, seja um termo inapropriado quando o Irã é alvo dos caças de Trump —, fica a dica de mesas-redondas que são obrigatórias e imperdíveis.

Juro, bem que tentei ser jornalista esportivo. Até cobri in loco a Copa de 2002. Mas fui Cafuringa em um time que tinha Cafu. Não entendo de tática, não entendo de técnica e tampouco de estratégia. Admiro quem entende. E fico na torcida (e no sofá). É o meu lugar.

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