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A Polícia Federal apreendeu US$ 55 mil dólares e 33,5 mil euros em endereços do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), durante o cumprimento da nona fase da Operação Compliance Zero nesta quinta-feira (18). Na casa do parlamentar em Brasília foram apreendidos US$ 49 mil. Em endereços ligados ao senador na Bahia, foram apreendidos mais US$ 16.795, 39,6 mil euros e R$ 16.500. Somados e convertidos, os valores chegam a aproximadamente R$ 580 mil.
Na ação, a PF também apreendeu o celular da ex-ministra do governo Bolsonaro, Flávia Peres, durante o cumprimento de buscas na residência do ex-sócio do Master, Augusto Lima, com quem ela é casada.
A operação apura suspeitas de pagamento de propina do banqueiro a Jaques Wagner, por meio da compra de um apartamento de R$ 2,5 milhões e pagamentos de R$ 3,5 milhões à empresa do senador. A assessoria de Jaques Wagner divulgou nota sustentando que não atuou a favor do Master e que está a disposição das autoridades. A defesa de Augusto Lima nega irregularidades (leia abaixo).
Durante o cumprimento das buscas na casa de Augusto Lima, em Brasília, a PF apreendeu diversos telefones celulares, inclusive o de Flávia Peres. Ela não foi alvo da operação.
A defesa de Augusto Lima informou que “as diligências realizadas pela Polícia Federal eram desnecessárias, uma vez que Augusto Lima está há seis meses à disposição das autoridades para esclarecer os fatos em apuração.”
“Augusto Lima sempre atuou dentro dos limites da lei, com transparência, responsabilidade técnica e observância das normas que regem o sistema financeiro e a administração pública”, informou a defesa de Lima, conduzida pelos advogados Pedro Ivo Velloso, Eduardo Toledo e Sebástian Mello.
O que diz a assessoria de Jaques Wagner
O senador Jaques Wagner (PT-BA) esclarece que não é réu, não foi denunciado e não foi acusado em nenhum processo relacionado aos fatos investigados. O parlamentar acompanha com tranquilidade o andamento das investigações e mantém a confiança na condução delas.
Cabe esclarecer que o apartamento mencionado jamais integrou o patrimônio do parlamentar. O senador também nega atuação em favor do Banco Master ou qualquer outra instituição financeira.
Sobre os valores em espécie apreendidos, a assessoria informa que o montante é fruto de diárias legais, declaradas e não utilizadas em missões internacionais oficiais. Por fim, o senador Jaques Wagner reitera que permanece à inteira disposição das autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos, com a certeza de que a verdade prevalecerá.


