O câncer renal é considerado um dos tumores mais difíceis de ser identificado precocemente porque, na maioria dos casos, não apresenta sintomas nas fases iniciais. O diagnóstico tardio é comum e pode tornar o tratamento mais complexo, segundo especialistas.
O tipo mais frequente é o carcinoma de células renais, que atinge principalmente pessoas com mais de 60 anos. Fatores como tabagismo, obesidade, hipertensão arterial e histórico familiar estão entre os que aumentam o risco da doença, já que podem contribuir para danos progressivos aos rins ao longo do tempo.
Quando os sintomas aparecem, os mais comuns incluem presença de sangue na urina, dor na região lombar, perda de peso sem causa aparente, cansaço excessivo e aumento do volume abdominal. No entanto, esses sinais também podem estar relacionados a outras condições de saúde, o que exige avaliação médica.
O rádio-oncologista Henrique Balloni, do Oncoville, clínica de radioterapia, destaca que a falta de sinais iniciais é um dos principais desafios no combate à doença. Segundo ele, muitos pacientes descobrem o câncer em estágios mais avançados, o que dificulta o tratamento.
“Vale ressaltar que esses sintomas também podem estar relacionados a outras condições de saúde. Por isso, qualquer alteração persistente deve ser avaliada por um profissional de saúde”, afirma.
Especialistas reforçam que hábitos saudáveis e acompanhamento médico regular ajudam na prevenção e no diagnóstico precoce. Entre as recomendações estão manter o peso adequado, praticar atividade física, controlar a pressão arterial, evitar o tabagismo e realizar exames de rotina.
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