Mauro Mueller relembra como a Copa do Mundo de 1970 marcou sua infância muito antes de despertar sua paixão pelo esporte. A chegada de uma televisão à casa da família, as comemorações do pai a cada gol da Seleção e as lembranças construídas diante da tela transformaram aquele Mundial em uma memória afetiva que atravessou o tempo e ganhou novos significados quando, já adulto, passou a revisitar a história da lendária equipe de Pelé.
Eu tinha 4 anos de idade e meu pai comprou uma TV para assistirmos a Copa 70. Eu não me lembro de muitas coisas.
Ele contava que a televisão era em cores. Eu soube depois, pesquisando, que foi a primeira transmissão colorida de Copa do Mundo, mesmo que muitos televisores ainda não tinham a tecnologia para receber as imagens e a maioria do povo brasileiro assistiu a Copa 70 em preto e branco.
E por causa desta história, lembro com muito carinho da Copa 70.
Lembro do meu pai chegando em casa com a TV, instalando na sala da nossa casa de madeira, na Travessa João Bonn, no Centro Cívico, lembro do meu pai comemorando muito com os gols e as vitórias e, vendo aos vídeos disponíveis no YouTube, as lembranças até voltam na mente, muito mais da família reunida em frente à TV, do que sobre um jogo de futebol.
Com 9 anos de idade descobri e me apaixonei pelo Voleibol e por muito pouco não me tornei um jogador profissional de Vôlei. Mas esta é outra história.
Já na fase adulta, trabalhando com a crônica esportiva, pude pesquisar muito, rever jogos, conhecer a história e ficar encantado com aquela máquina de jogar bola, que era a seleção canarinho de Pelé e um dos times mais fantásticos de todos os tempos.



