A disfunção erétil, a obesidade e as dúvidas sobre reposição hormonal estão entre as principais queixas de homens nos consultórios médicos. Especialistas alertam que muitos pacientes ainda procuram atendimento apenas quando os sintomas começam a comprometer a qualidade de vida.
Dados da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) mostram que a procura masculina por consultas médicas aumentou quase 50% nos últimos anos. Apesar desse avanço, os homens vivem, em média, sete anos menos que as mulheres no Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo o urologista Ruimário Coelho, as queixas relacionadas à saúde sexual costumam revelar outros problemas de saúde. “Muitas vezes o paciente procura atendimento por causa da disfunção erétil e, durante a investigação, acabamos tratando obesidade, hipertensão, diabetes, colesterol elevado, além de orientar encaminhamento para outras especialidades, como é o caso da saúde mental. Quando tratamos essas condições de forma integrada, a melhora acontece em diversos aspectos da saúde”, explica.
O especialista explica que essas doenças podem estar diretamente ligadas ao desempenho sexual e, em alguns casos, exigem acompanhamento de profissionais de outras áreas, como endocrinologia, cardiologia e saúde mental. Para ele, o cuidado com a saúde deve ir além do tratamento dos sintomas.
A recomendação é que os homens mantenham consultas e exames de rotina, mesmo sem apresentar sinais de doença. O acompanhamento regular favorece o diagnóstico precoce e aumenta as chances de tratamento, contribuindo para a prevenção de complicações e para a melhoria da qualidade de vida.
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