ANO IV

22/07/2026

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A urna é o nosso tribunal

22/07/2026
urna

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recentemente nos trouxe a público os números atualizados do eleitorado brasileiro para 2026. Mais de 158,7 milhões de brasileiros e brasileiras estão aptos a votar nas próximas eleições. É um número que impressiona. Mas, para além da grandiosidade aritmética, esses dados nos convocam a uma reflexão profunda sobre o nosso papel como construtores do futuro da nossa nação.

O Brasil cresceu nas urnas, com quase 2,3 milhões de novos eleitores, um aumento de 1,46% em relação a 2022. No nosso querido estado do Paraná, somos agora 8.609.026 vozes prontas para ecoar. Nós, paranaenses, representamos 5,42% do eleitorado nacional, integrando o grupo dos cinco maiores colégios eleitorais do país. Somos uma força vibrante, que pensa, trabalha e constrói.

Esses números não são apenas estatísticas inertes. Eles são como as sementes lançadas ao solo: representam o potencial de colheita. Mas, pergunto a você, caro (a) leitor (a): o que faremos com essa semeadura? Deixaremos a terra árida da indiferença tomar conta, ou cultivaremos, com esmero e atenção, o campo das nossas escolhas?

A política está longe de ser um jogo distante, restrito a corredores palacianos ou manchetes de jornais. A política é o asfalto que pisamos, a segurança que almejamos, a educação que oferecemos aos nossos filhos, a saúde que nos ampara nos momentos de dor. E a urna é a nossa ponte para influenciar cada um desses aspectos.

Quando optamos pelo voto em branco, nulo ou, pior ainda, pela abstenção, estamos, na prática, terceirizando o nosso destino. É como se entregássemos as chaves da nossa própria casa a um estranho e disséssemos: “Faça o que quiser”. A indiferença é o terreno fértil para a má gestão e para o avanço de ideias que enfraquecem os valores da liberdade e da responsabilidade.

O eleitorado está envelhecendo, mostra o TSE. A sabedoria da experiência se reflete na presença daqueles com 60 anos ou mais. Mas e os mais jovens? Eles representam apenas 2,25% do cadastro nacional, uma estabilidade preocupante. A juventude é o motor da renovação, e a sua ausência nas urnas é um sintoma da apatia que nos ronda. Precisamos resgatar esse engajamento, mostrar-lhes que a política é o instrumento de transformação da realidade.

Cada voto importa. O seu voto, cidadão do Paraná, é um tijolo na construção do Brasil que queremos. Não se abstenha de opinar. A urna não é um lugar para protestar contra a classe política, anulando o voto. A urna é o tribunal da cidadania, onde você é o juiz supremo.

Aproveite este período que antecede as eleições para observar, analisar, questionar. Avalie o histórico dos candidatos, suas propostas, seus valores. Fuja das promessas fáceis e das narrativas populistas que, como canto de sereia, seduzem para depois naufragar o país em crises econômicas e sociais. Busque a coerência, a competência e o compromisso com a verdade e com a liberdade.

O Paraná e o Brasil precisam de cidadãos despertos, críticos e engajados. Que, em 2026, possamos celebrar mais que a grandiosidade dos números do TSE, mas, acima de tudo, a maturidade cívica de um povo que assumiu as rédeas do seu próprio destino. Vá às urnas, participe, vote consciente. O futuro nos espera, e ele será moldado pelas nossas escolhas de hoje.

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