Uma ferida na boca que não cicatriza, um caroço no pescoço, dificuldade para engolir ou até uma rouquidão persistente costumam ser sintomas facilmente ignorados. Muitas pessoas acreditam que se trata de uma afta, de uma inflamação ou de um resfriado prolongado. No entanto, em alguns casos, esses sinais podem indicar um câncer de cabeça e pescoço.
Durante o Julho Verde, campanha nacional de conscientização sobre esses tumores, especialistas reforçam a importância de observar alterações persistentes e buscar avaliação médica sempre que os sintomas permanecerem por mais de duas semanas.
Segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deverá registrar cerca de 39 mil novos casos anuais de câncer de cabeça e pescoço, considerando tumores de cavidade oral, laringe, tireoide e outras estruturas da região. A maior parte dos diagnósticos ainda ocorre em estágios avançados, o que torna o tratamento mais complexo e reduz as chances de cura.
Para a Oncologista e Cirurgiã de Cabeça e Pescoço do IOP – Instituto de Oncologia do Paraná, Dra. Paola Pedruzzi, um dos principais desafios continua sendo a demora na procura por atendimento. “Muitas pessoas convivem durante semanas ou meses com sintomas que parecem simples, como uma ferida que não cicatriza ou mancha na boca, dificuldade para engolir, um caroço no pescoço ou rouquidão persistente. Quando esses sinais permanecem por mais de duas semanas, eles precisam ser investigados. O diagnóstico precoce aumenta significativamente as possibilidades de tratamento com melhores resultados e menor impacto na qualidade de vida”, afirma.
Tabagismo, álcool e HPV estão entre os principais fatores de risco
Os tumores de cabeça e pescoço estão fortemente associados ao consumo de tabaco e bebidas alcoólicas, principalmente quando esses fatores estão combinados. Nos últimos anos, outro fator ganhou destaque: a infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV), especialmente nos casos de câncer de orofaringe, região que compreende as amígdalas e a base da língua. “O tabagismo continua sendo um dos principais fatores de risco, mas também observamos um aumento dos tumores relacionados ao HPV, principalmente em pacientes mais jovens. Por isso, além de abandonar o cigarro, investir na vacinação contra o HPV e adotar práticas sexuais seguras são medidas importantes de prevenção”, explica a oncologista.
Atenção aos sinais
Os principais sintomas que merecem investigação quando persistem por mais de duas semanas incluem:
- feridas na boca que não cicatrizam;
- caroço no pescoço;
- dificuldade ou dor para engolir;
- dor persistente na garganta;
- sangramentos na boca ou na garganta;
- rouquidão persistente;
- dor de ouvido, especialmente quando não há infecção aparente.
Embora esses sintomas nem sempre indiquem câncer, sua persistência deve ser motivo para avaliação médica. “O maior erro é esperar que os sintomas desapareçam sozinhos. Quanto mais cedo conseguimos identificar a doença, maiores são as chances de tratamentos menos agressivos e de preservar funções importantes, como fala, mastigação, deglutição e respiração”, destaca Dra. Paola.
Cuidar da saúde também passa pela prevenção
Além de evitar o tabagismo e reduzir o consumo de bebidas alcoólicas, manter uma boa higiene bucal, utilizar preservativos nas relações sexuais, aderir à vacinação contra o HPV e realizar consultas odontológicas periódicas são medidas que contribuem para a prevenção e permitem identificar alterações ainda nas fases iniciais da doença.
Mais do que uma campanha de conscientização, o Julho Verde convida a população a observar atentamente sinais que muitas vezes passam despercebidos. Em oncologia, reconhecer essas alterações precocemente e procurar atendimento médico pode fazer toda a diferença nas chances de cura, na qualidade de vida e na preservação das funções do paciente.
Sobre o Grupo Med4U:
A Med4U é uma holding que engloba algumas das marcas mais reconhecidas no setor da saúde, oferecendo soluções integradas e inovadoras para pacientes e profissionais. Entre as empresas que fazem parte da Med4U estão o IOP (Instituto de Oncologia do Paraná), o IOP Educa, o IOP Pesquisa, o Valencis, a Spesia e o Oncoville. Também fazem parte a Santé Cancer Center, com unidades em Lages e Caçador, em Santa Catarina, e a Clínica Prognóstica Oncologia, sediada em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Juntas, essas instituições formam um grupo dedicado à excelência no cuidado oncológico, educação e inovação em saúde.
O IOP, a marca mais antiga do grupo, que completou 31 anos de atuação em 2026, continua sendo uma referência no tratamento do câncer. Com quatro sedes em Curitiba (PR), o IOP se destaca por suas parcerias estratégicas, como a aliança com o Hospital São Marcelino Champagnat que oferece um tratamento integrado e a parceria com o Hospital Albert Einstein, em São Paulo, sendo a primeira clínica no sul do Brasil a integrar a Rede Einstein de Oncologia e Hematologia. O IOP também se destaca por ter o mais alto nível de acreditação de qualidade no Paraná (ONA 3).
O IOP oferece tratamentos avançados e humanizados, utilizando tecnologia de ponta e uma abordagem multidisciplinar, que inclui Nutrição, Psicologia, Enfermagem, Farmácia e Educador Físico. Além disso, terapias complementares como cromoterapia, aromaterapia e musicoterapia ajudam a proporcionar um cuidado mais completo e humanizado.
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IOP: Há 31 anos cultivando histórias, cuidando de pessoas.
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