A criação da Tabela SUS Paranaense, proposta inspirada no modelo implantado pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), foi um dos principais temas da reunião entre o senador e pré-candidato ao Governo do Paraná Sergio Moro (PL) e a diretoria da Federação das Santas Casas de Misericórdia e Hospitais Beneficentes do Paraná (Femipa), nesta quarta-feira (22), em Curitiba. A iniciativa é uma das prioridades do plano de governo de Moro para a saúde e busca ampliar a remuneração dos hospitais que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS), reduzindo a defasagem da tabela federal. O modelo paulista complementa os valores pagos pelo SUS e tem fortalecido financeiramente santas casas e hospitais filantrópicos, permitindo ampliar atendimentos e reduzir filas.
Durante o encontro, a diretoria da Femipa entregou um caderno de propostas com sugestões para fortalecer a rede filantrópica, responsável por mais de 70% dos atendimentos hospitalares em diversas regiões do Paraná e, em alguns municípios, pela totalidade da assistência prestada à população.
O presidente da Femipa e diretor do Hospital São Vicente, Charles London, destacou que a principal reivindicação do setor é a atualização da remuneração paga pelos procedimentos do SUS.
“Entregamos ao pré-candidato Sergio Moro um caderno de propostas ressaltando a importância dos hospitais filantrópicos para a saúde do Paraná. Em muitos lugares eles representam mais de 70% do atendimento e, em alguns, chegam a 100%. Entre os temas apresentados está a melhoria da remuneração dos hospitais. A tabela hoje existente é insuficiente para fazer frente aos custos”, afirmou.
Moro disse que recebeu com satisfação a demanda pelo fato de coincidir com a principal proposta do projeto que pretende implantar no Estado.
“Vou levar com carinho todas as sugestões e fiquei muito feliz de saber que a primeira delas converge com o nosso carro-chefe para a saúde, que é a Tabela SUS Paranaense. É uma experiência implantada pelo governador Tarcísio de Freitas, em São Paulo, que vem apresentando resultados muito positivos e que queremos implementar progressivamente no Paraná. Para isso, vamos contar com as sugestões da FEMIPA na construção dessa política pública”, afirmou Moro.
Na reunião, que reuniu representantes da saúde de diversas regiões do Paraná, entre elas Irati, União da Vitória, Guarapuava, Maringá, Londrina e Ponta Grossa, além de nomes como o diretor do Hospital Pequeno Príncipe, José Álvaro Carneiro, e a secretária municipal de Saúde de Ponta Grossa, Lilian Brandalise, Moro também recebeu representantes do Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Paraná (Sindipar), que apresentaram as principais demandas dos hospitais privados.
O presidente do Sindipar, Álvaro Quintas, diretor dos hospitais Marcelino Champagnat e Cajuru, pediu atenção às dificuldades enfrentadas pelo setor.
“Uma das grandes limitações dos hospitais privados, principalmente após a implementação do piso da enfermagem, é a dificuldade para absorver o aumento dos custos. Precisamos de políticas que ajudem o setor, especialmente em áreas como materiais, medicamentos e energia elétrica. Gostaria que também houvesse esse olhar para os hospitais privados.”
Moro afirmou que pretende tratar toda a rede de saúde de forma integrada.
“A saúde é um direito de todos. Os hospitais privados também prestam um serviço essencial à população e precisamos ter um olhar abrangente para todo o sistema de saúde. Fico à disposição para discutir esses temas e construir soluções que fortaleçam o atendimento aos paranaenses.”, completou.



