O Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) voltou a avançar no Paraná e registrou, em julho, a segunda alta consecutiva. Elaborado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) em parceria com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR), o indicador cresceu 2,4% em relação a junho e chegou a 97,4 pontos. Embora a recuperação sinalize maior confiança dos consumidores, o índice ainda permanece abaixo da linha de satisfação, fixada em 100 pontos, e também da média nacional, que alcançou 105,6 pontos.
Na comparação com julho do ano passado, o cenário é mais favorável. O ICF paranaense apresentou crescimento de 8,2%, refletindo uma melhora significativa na percepção das famílias sobre as condições de consumo ao longo dos últimos doze meses.
Os componentes que mais contribuíram para o avanço do indicador em julho foram a Perspectiva de Consumo, que aumentou 7,3%, chegando a 78,3 pontos, e o Acesso ao Crédito, com alta de 5,4%, alcançando 72,1 pontos. Apesar da evolução, ambos permanecem abaixo da faixa considerada positiva, indicando que os consumidores ainda mantêm cautela quanto às condições futuras de consumo e às possibilidades de financiamento.
Essa prudência também aparece na avaliação sobre o Momento para Compra de Bens Duráveis. O subindicador avançou 3,4% no mês e atingiu 67,8 pontos, um dos menores níveis entre os componentes do ICF. O resultado indica que, mesmo diante da melhora da confiança, as famílias seguem mais cautelosas quando se trata da aquisição de bens de maior valor, como eletrodomésticos e móveis.
Entre os indicadores que permanecem em nível de satisfação, o destaque é a avaliação sobre o Emprego Atual, que cresceu 2,9% e atingiu 117,9 pontos. A Perspectiva Profissional também permaneceu acima dos 100 pontos, ao registrar 110,3 pontos, com elevação de 0,8%.
Já o Nível de Consumo Atual aumentou 1,2%, marcando 96,5 pontos, ainda ligeiramente abaixo da faixa de satisfação. O único componente que

Faixas de renda
O indicador de consumo avançou em todas as faixas de renda pesquisadas. Contudo, apenas as famílias com rendimento superior a dez salários mínimos apresentam um nível de confiança considerado satisfatório. Nesse grupo, o ICF cresceu 3,6% em relação a junho e alcançou 110,3 pontos.
Entre as famílias com renda inferior a dez salários mínimos, o índice também apresentou evolução mensal, de 2,1%, mas permaneceu abaixo da linha de satisfação, ao atingir 94,6 pontos. Os principais fatores que ainda limitam a confiança desse público são a avaliação do Momento para Compra de Bens Duráveis, com 63,6 pontos, o Acesso ao Crédito, que marcou 68,5 pontos, e a Perspectiva de Consumo, com 77,6 pontos, todos ainda em patamar de insatisfação.



