O presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), desembargador Wellington Emanuel Coimbra de Moura, e a presidente da Comissão de Auditoria da Votação Eletrônica (CAVE), a juíza Luciani de Lourdes Tesseroli Maronezi, defenderam a segurança das urnas eletrônicas e a lisura das eleições gerais de outubro em pronunciamento na Câmara Municipal de Curitiba (CMC), nesta segunda-feira (1).
“Este ano de 2022 está repleto de comemorações para a Justiça Eleitoral”, lembrou o presidente do TRE-PR, em referência aos 90 anos do decreto 21.076/1932, do então presidente Getúlio Vargas, que instituiu o Código Eleitoral, trazendo os votos secreto e feminino, além de determinar a criação do Superior Tribunal Eleitoral e dos Tribunais Regionais. No Paraná, o órgão foi instalado no dia 9 de junho de 1932.
“Sinto muito orgulho de estar à frente da Presidência da Justiça Eleitoral do Paraná neste momento tão significativo de nossa história e diante de uma eleição que traz muitos, e quando digo muitos, digo muitos de forma maiúscula, desafios”, continuou. O desembargador atribuiu o aumento do eleitorado jovem, que passou de 36 mil, em 2020, para mais de 125 mil cidadãos habilitados ao pleito de outubro, à presença da Justiça Eleitoral no Tik Tok. O instrumento, defendeu, é importante para o trabalho contra a desinformação, “o maior desafio das eleições deste ano”. “Eu não entendo a música e muito menos o que eles falam, mas eles falam entre si”, brincou o presidente do Tribunal Regional. Apesar disso, garantiu: “O TRE do Paraná está preparado [para enfrentar as fake news]”.
“Não podemos ser caquéticos. Não podemos. Nós temos que observar a leitura do jovem. Esse é o futuro do país. E nós nos comunicamos. Na medida em que surge uma desinformação, nós imediatamente utilizamos esse instrumento para que o jovem possa se conscientizar”, complementou Coimbra de Moura.
De acordo com a presidente da CAVE, “a preocupação, de todos, é combater a fake news, da lisura e integridade das urnas eletrônicas. Nós temos cerimônias de carga e lacração das urnas eletrônicas, e que é importante os senhores fiscalizarem, os partidos políticos e demais segmentos da sociedade. E a experiência minha, como magistrada tanto do interior quanto da capital, é que poucos comparecem. E quem não comparece não tem o direito depois de espalhar fake news”, apontou.
A CAVE, segundo Tesseroli, conduzirá uma votação paralela durante as eleições gerais, nos dias do primeiro e do segundo turnos (se houver). Na manhã do dia anterior ao pleito, serão definidas 35 seções eleitorais, em Curitiba e outras cidades, para as auditorias de funcionamento das urnas eletrônica. “Serão 35 urnas auditadas, 27 para verificação [Teste de Integridade das Urnas Eletrônicas] e o restante para autenticação [Teste de Autenticidade dos Sistemas Eleitorais]. Nós faremos um trabalho com toda lisura e abertura a todos”, afirmou.
“Nós faremos uma votação paralela, com a antiga urna de lona, em que faremos o comparativo daquela votação com os votos que serão inseridos na urna eletrônica, para os senhores terem a garantia da lisura da urna eletrônica. Qualquer boato, fake News, de fraude, é completamente inexistente”, completou a magistrada.
De acordo com ela, o processo contará com a participação de cerca de 200 pessoas, com a transmissão pelo YouTube do TRE-PR e a participação das polícias Federal e Militar. “Isso, para ser perfeito, os senhores têm que estar lá. Os diretores, os diretórios de partidos políticos. Os participantes, os cidadãos, o eleitor, vá lá e ateste a integridade da nossa urna eletrônica”, convidou Tesseroli.



