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23/06/2026

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Adaptógenos: a tendência que promete energia e menos estresse

01/05/2026
adaptógenos

Se você tem se sentido constantemente cansado, improdutivo ou com a sensação de que o dia exige mais do que o seu corpo consegue entregar, há uma explicação simples para alguns casos: estamos vivendo em estado de alerta quase permanente, sobrecarregando o corpo. E é nesse cenário que os adaptógenos ganham importância. Já populares nos Estados Unidos, eles começam a aparecer no Brasil em bebidas, suplementos e até na rotina de quem busca mais equilíbrio. Mas, antes de aderir, vale entender o que eles fazem.

Os adaptógenos são substâncias naturais, presentes em plantas, com a capacidade de ajudar o organismo a se adaptar a diferentes tipos de estresse e, principalmente, favorecendo o organismo a se reequilibrar. Isso significa que eles não atuam apenas no estresse emocional, mas também em oscilações de energia, imunidade, foco, sono e até na resposta inflamatória. Seu papel é ajustar o funcionamento do corpo conforme a necessidade, ajudando a evitar tanto excessos quanto deficiências. Na prática, eles atuam em sistemas como o hormonal, nervoso e imunológico, promovendo uma resposta mais estável diante das demandas do dia a dia.

Esse efeito se torna especialmente relevante porque o cansaço atual não é apenas físico, é mental, emocional e acumulativo. Nesse contexto, algumas plantas adaptógenas se destacam. A Rhodiola rosea (Raiz dourada), por exemplo, pode ajudar na regulação dos níveis de cortisol, efeito que auxilia na redução da fadiga e do estresse, além de ser eficiente para a função cognitiva e o humor. Já a Withania somnifera (ashwagandha) tem um perfil mais calmante, ajudando na redução do estresse e da ansiedade, na qualidade do sono, na melhora cognitiva e na sensação de equilíbrio ao longo do dia.

Outros nomes bastante conhecidos também entram nessa lista. O Panax ginseng (ginseng) é amplamente utilizado para apoiar energia, disposição e imunidade. A Lepidium meyenii (maca peruana) ganhou popularidade por seu impacto na vitalidade e no equilíbrio hormonal, sendo muito usada na rotina. E o Ganoderma lucidum (reishi), um cogumelo medicinal, tem sido associado ao suporte imunológico e ao equilíbrio do organismo, especialmente em momentos de maior desgaste.

O ponto mais importante é a forma de uso. Adaptógenos não funcionam dando “efeito imediato”, como um café, por exemplo. Eles exigem uso contínuo e estratégico. Podem ser consumidos em cápsulas, extratos ou pós, sempre com orientação profissional para ajuste de dose e indicação correta. Na prática, podem ser incorporados de maneira simples: maca peruana em vitaminas e iogurtes no café da manhã, rhodiola em períodos de maior demanda mental (geralmente pela manhã), e ashwagandha no final do dia ou à noite, quando o objetivo é relaxamento e melhora do sono.

Ainda assim, é preciso cautela. Nenhum adaptógeno corrige uma rotina desorganizada. O cansaço persistente muitas vezes está ligado à deficiência de nutrientes, privação de sono, excesso de estímulos e falta de descanso. Nesse contexto, essas substâncias funcionam melhor como suporte, e não como solução isolada.

O que chama atenção nessa tendência não é apenas o crescimento desses compostos, mas o que ela revela: as pessoas estão tentando sustentar energia, foco e equilíbrio em um cotidiano exigente demais. E, quando bem utilizados, os adaptógenos podem sim ajudar, não como promessa milagrosa, mas como uma ferramenta inteligente para quem quer funcionar melhor sem se esgotar no dia a dia.

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