A Natura abriu uma nova agroindústria em Beruri, no Amazonas, em parceria com a Associação dos Produtores e Beneficiadores Agroextrativistas de Beruri (ASSOAB). O local vai processar óleo da Castanha da Amazônia e de outras plantas, ajudando a aumentar a renda de mais de 190 famílias em até 60% e fortalecendo o trabalho de comunidades indígenas e extrativistas.
Essa é a 21ª agroindústria comunitária apoiada pela Natura. “Para nós, esta conquista representa uma nova fase para nosso trabalho e materializa um sonho. Somos uma associação de extrema importância econômica para a cidade e geramos renda para mais de 190 famílias, sendo que mais da metade estão em quatro Terras Indígenas nos municípios de Beruri, Lábrea e Tapauá. Essa parceria nos dá a certeza de que estamos no caminho certo para o desenvolvimento socioambiental da região”, afirma Sandra Amud, Presidente da ASSOAB.
Desde 2018, a ASSOAB trabalha com a Natura vendendo a castanha em amêndoas. Agora, com a nova agroindústria, poderão processar a castanha e também produzir óleo de outras frutas da Amazônia. “Esse novo empreendimento é parte de um investimento estratégico que garante a qualidade e a rastreabilidade dos bioativos da Amazônia, essenciais para os produtos da Natura. A infraestrutura permitirá também a implementação de novas cadeias produtivas além da castanha, como murumuru, cupuaçu e tucumã, o que diversifica a renda da comunidade e aumenta a resiliência da nossa cadeia de suprimentos frente a eventos climáticos”, afirma Mauro Costa, Gerente Sênior de Relacionamento e Abastecimento da Sociobiodiversidade da Natura.
A agroindústria foi inaugurada nessa quarta-feira (27) e começa a funcionar na próxima safra da castanha, no começo de 2026. Ela poderá beneficiar até 100 toneladas de castanha por ano, dependendo da oferta e da demanda.
“Assumimos, em julho, o compromisso de ser uma empresa 100% regenerativa até 2050. Ou seja, gerar impacto positivo para as pessoas, o planeta e os negócios. Isto só será possível por meio de atuações coletivas, como a da ASSOAB, que exemplifica como desenvolver a cadeia da castanha ao mesmo tempo em que se combate o desmatamento e garante a inclusão ao gerar renda para todos os envolvidos; entre eles, mulheres, jovens e indígenas”, afirma Angela Pinhati, Diretora de Sustentabilidade da Natura.
O local usa métodos sustentáveis, como reaproveitar as cascas da castanha para gerar energia e captar água da chuva, seguindo compromissos ambientais do Brasil e servindo de exemplo para a COP30.
O projeto recebeu apoio do Mecanismo de Financiamento Amazônia Viva, que reúne Natura, VERT Securitizadora e Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO). O programa já investiu mais de R$ 26 milhões para fortalecer a economia local e preservar a floresta.
A Natura trabalha há 25 anos com 45 comunidades na região amazônica, envolvendo mais de 10 mil famílias que ajudam a proteger 2,2 milhões de hectares de floresta. A nova agroindústria reforça o compromisso da empresa com o meio ambiente e o bem-estar social.
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