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A guerra no Oriente Médio, desencadeada pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos ao Irã, não dá sinais de trégua nesta terça-feira (3). O conflito, que entra no quarto dia, se intensifica em várias frentes, com bombardeios israelenses em Teerã e no Líbano, além de um ataque de drones contra a embaixada americana na Arábia Saudita.
Incêndio após ataque de drones
Riad informou ter interceptado oito drones nas proximidades da capital e de Al Kharj. Dois deles atingiram a embaixada americana, provocando um incêndio de pequenas proporções e danos materiais limitados, segundo o Ministério da Defesa saudita.
A representação diplomática orientou seus cidadãos a permanecerem em casa. Já a Embaixada dos EUA no Kuwait anunciou fechamento por tempo indeterminado devido às tensões regionais.
O ataque ocorreu enquanto o Irã intensifica sua campanha contra os países do Golfo, incluindo a Arábia Saudita, com ondas de ataques com mísseis e drones em resposta aos ataques aéreos dos Estados Unidos e de Israel.
Alertas por parte de Trump e Netanyahu
O presidente americano Donald Trump afirmou que a guerra pode durar “quatro a cinco semanas” e declarou que os Estados Unidos podem “ir muito além” se necessário. Questionado sobre uma resposta ao ataque contra a embaixada, disse apenas: “Vocês descobrirão em breve”.
Israel também alertou que a guerra pode durar “muitos dias” embora o primeiro-ministro, Binyamin Netanyahu tenha garantido que o conflito no Irã não será “uma guerra sem fim”. Ao canal Fox News Netanyahu afirmou que a campanha militar seria “uma ação rápida e decisiva” e acrescentou que “pode levar algum tempo, mas não levará anos”.
Desde sábado (28), o Irã conduz uma contraofensiva contra bases militares americanas no Oriente Médio e em território israelense. Seis militares americanos morreram desde o início dos confrontos.
A Sociedade do Crescente Vermelho Iraniano afirma que ao menos 787 pessoas morreram no Irã em decorrência dos ataques aéreos conjuntos de EUA e Israel. O conflito também já impacta o fornecimento global de petróleo e provoca fortes quedas nas bolsas internacionais.
Hezbollah diz ter atacado bases israelenses após ataques no Líbano
O Hezbollah afirmou, nesta terça-feira, ter atacado três bases militares israelenses em resposta aos ataques contra seus redutos no Líbano e também a subúrbios ao sul de Beirute.
“Em resposta à criminosa agressão israelense contra dezenas de cidades e vilas libanesas”, combatentes do Hezbollah atacaram com drones a base aérea de Ramat David e a base de Meron, no norte de Israel, informa o comunicado do grupo apoiado pelo Irã.
Eles acrescentaram que também atacaram uma base nas Colinas de Golã, onde havia uma grande quantidade de foguetes.
Israel ampliou suas operações ao Líbano e ao Irã em resposta a ataques do Hezbollah. O Exército israelense anunciou “ataques simultâneos” em Teerã e Beirute, destruindo instalações militares e de comunicação, incluindo a emissora Al Manar e a sede da rádio e TV pública iraniana (IRIB).
O primeiro-ministro Netanyahu defendeu a ofensiva, alegando ser necessário impedir que o programa nuclear iraniano se tornasse “imune” a ataques futuros. O Irã segue disparando mísseis e drones contra Israel, enquanto a Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter atacado uma base aérea americana no Bahrein. Os EUA retaliaram destruindo instalações de comando e controle do corpo militar iraniano.
Autorização para avanço terrestre
O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, anunciou que o Exército “tomará o controle” de novas posições no Líbano, após iniciar, na segunda-feira (2), uma campanha de bombardeios contra o movimento pró-iraniano Hezbollah.
“Netanyahu e eu autorizamos o Exército israelense a avançar e tomar o controle de posições estratégicas adicionais no Líbano, para impedir ataques contra as localidades israelenses de fronteira”, afirmou o ministro em um comunicado.



