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Ao menos 12 pessoas morreram e 11 ficaram feridas após um ataque a tiros na praia de Bondi, em Sydney, na Austrália, na madrugada deste domingo (14) (horário de Brasília), segundo o jornal The Sydney Morning Herald.
De acordo com informações da polícia da província de Nova Gales do Sul, um dos mortos seria um homem suspeito de participar do massacre. Outro possível atirador também foi capturado e está em estado crítico, de acordo com as forças policiais.
Entre os 11 feridos, há dois policiais. No momento do ataque, o local sediava celebrações de Hannukah, evento da comunidade judaica, e estava repleto de famílias.
O diretor-executivo da Associação Judaica Australiana, Robert Gregory, afirmou que membros da comunidade judaica foram alvos do ataque.
Segundo informações do The New York Times, um rabino da organização judaica Chabad de Bondi identificado como Eli Schlanger foi morto no tiroteio, conforme informou Motti Seligson, diretor de mídia da Chabad.
O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, classificou o episódio como “terrorismo” e “antissemitismo perverso”. Em coletiva de imprensa, o político afirmou que o massacre na praia de Bondi é “um ato de antissemitismo perverso, de terrorismo, que atingiu o coração da nossa nação”.
Ele disse ainda que “um ataque contra judeus australianos é um ataque contra todos os australianos” e que “não há lugar para esse ódio, violência e terrorismo em nossa nação”. Albanese afirmou que esse movimento violento será erradicado.
Em sua conta na rede social X (ex-Twitter), mais cedo, Albanese havia dito que as cenas na praia de Bondi são “chocantes e angustiantes” e que a polícia e os serviços de emergência da região trabalhavam para “salvar vidas”.
Como foi o ataque
A polícia local diz que os serviços de emergência foram acionados para a via Campbell Parade por volta das 18h45 de domingo no horário australiano (4h45 da madrugada no horário de Brasília) após relatos de disparos de arma de fogo.
A praia de Bondi é uma das badaladas de Sydney, muito procurada por surfistas. A Campbell Parade, de onde a polícia foi acionada, é a rua principal à beira-mar e tem um calçadão com cafés, restaurantes, hotéis e outros comércios com vista para o mar.
Vídeos que circulam na internet mostram dois homens de preto, que seriam os atiradores, alvejando a multidão protegidos por um muro. Outras imagens mostram uma multidão fugindo da praia ao ouvirem os disparos.
De acordo com as forças policiais, “vários itens suspeitos encontrados nas proximidades estão sendo examinados por agentes especializados, e uma zona de exclusão está em vigor”.
Vários dispositivos explosivos improvisados foram encontrados em um carro na Campbell Parade, segundo o comissário de polícia de Nova Gales do Sul, Mal Lanyon.
“Nossa unidade de desativação de bombas está lá. Eles tomarão as medidas apropriadas”, disse ele à imprensa australiana. De acordo com o representante das forças policiais da província, o carro estava “ligado ao suspeito morto”.
A polícia diz que não há relatos de incidentes semelhantes em Sydney, mas o ataque fez as celebrações de Hannukah serem canceladas em Melbourne, outra grande cidade australiana.



