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Bolsonaro concordou com plano para matar Lula, Alckmin e Moraes, diz PGR

19/02/2025
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O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou na denúncia apresentada nesta terça-feira (18), que o ex-presidente Jair Bolsonaro foi informado e concordou com o plano “Punhal Verde e Amarelo”, que previa o assassinato do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do então presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, na reta final de 2022.

“O plano foi arquitetado e levado ao conhecimento do Presidente da República, que a ele anuiu, ao tempo em que era divulgado relatório em que o Ministério da Defesa se via na contingência de reconhecer a inexistência de detecção de fraude nas eleições”, afirmou Gonet.

No documento apresentado a Moraes, que é o relator o inquérito do golpe no Supremo Tribunal Federal (STF), Gonet afirmou que as investigações “revelaram aterradora operação de execução do golpe, em que se admitia até mesmo a morte do Presidente da República e do Vice-Presidente da República eleitos, bem como a de Ministro do Supremo Tribunal Federal”.

O procurador-geral fez menção às provas reunidas pela PF, mas não apontou qual delas indicavam o envolvimento direto de Bolsonaro e o seu consentimento na tentativa de assassinato de adversários.

A PF identificou o plano Punhal Verde e Amarelo em novembro do ano passado durante a Operação Contragolpe. O documento foi apreendido com o general reformado do Exército Mário Fernandes, ex-secretário-executivo da Presidência do governo Bolsonaro. O planejamento previa o uso de químicos para causar um colapso orgânico” no presidente Lula, considerando a vulnerabilidade de saúde e ida frequente a hospitais do petista.

O relatório da PF afirmou que Fernandes esteve com Bolsonaro dias após imprimir o plano criminoso nas dependências do Palácio do Planalto. O general também se encontrou com militares do Exército que integravam o grupo disposto a cometer os assassinatos das autoridades.

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