O empreendimento BOSSA – Casas Suspensas, da incorporadora paranaense TM3, é o primeiro empreendimento residencial do Brasil a conquistar três certificações do Green Building Council Brasil (GBC), uma das primeiras referências internacionais em construção sustentável. Localizado em Curitiba, o projeto recebeu os selos GBC Condomínio, GBC Life e, agora, o GBC Biodiversidade, que reconhece iniciativas voltadas à regeneração ativa dos ecossistemas.
O BOSSA foi desenvolvido ao longo de cinco anos com foco na integração entre sustentabilidade, bem-estar e viabilidade econômica. As certificações comprovam diferentes aspectos do projeto: o GBC Condomínio avalia a eficiência ambiental do edifício desde a construção até a operação; o GBC Life reconhece ações que promovem saúde, conforto e qualidade de vida aos moradores; e o GBC Biodiversidade destaca projetos que adotam medidas concretas para a preservação e recuperação da fauna e flora nativas.
Segundo Lais Ito, responsável pelas diretrizes de inovação e sustentabilidade da TM3, todos os recursos investidos em soluções sustentáveis representaram apenas 1% do Valor Geral de Vendas (VGV) do empreendimento. “Essa conquista indica uma mudança de mentalidade no setor ao demonstrar ser possível conciliar regeneração ambiental, bem-estar e viabilidade comercial em um único projeto. A prova disso é que 100% das unidades foram comercializadas antes mesmo da confirmação das certificações”, afirma.

O CEO do Green Building Council Brasil, Felipe Augusto Faria, destaca que o BOSSA simboliza um novo nível técnico e conceitual para a construção civil brasileira, ao mostrar que é possível aliar eficiência ambiental, inovação e resultados comerciais.
“Com excelência, o BOSSA traduz a proposta de valor das certificações do GBC Brasil, dialogando com diferentes públicos. A incorporadora ainda demonstra respeito à qualidade técnica ao valorizar engenheiros e arquitetos que contribuíram com soluções inovadoras durante o desenvolvimento e a execução do projeto. Dessa forma, o BOSSA se consolida como um empreendimento pioneiro, promovendo uma relação mais humana com o comprador.”
Na prática, o BOSSA adota soluções sustentáveis que vão do paisagismo ao conforto dos moradores. As áreas verdes do edifício usam apenas plantas nativas da região, incluindo espécies ameaçadas, como a palmeira-juçara e o butiá-da-serra. Além de valorizar a biodiversidade local, isso atrai aves e insetos, contribuindo para a regeneração da vegetação. Essas ações garantiram ao empreendimento o selo GBC Biodiversidade.
Durante a construção, quase todos os resíduos foram reciclados. O projeto também foi pensado para dispensar o uso de ar-condicionado, com o aproveitamento da ventilação cruzada e da luz natural, o que reduz o consumo de energia e traz conforto térmico. O edifício conta ainda com painéis solares, estrutura para veículos elétricos e um sistema de compostagem que reaproveita os resíduos orgânicos no próprio condomínio.
A certificação GBC Life reforça esse cuidado com a saúde e o bem-estar dos moradores. Os materiais usados têm baixa emissão de substâncias tóxicas, e sensores nos apartamentos ajudam a monitorar a qualidade do ar. O isolamento acústico também foi reforçado, garantindo ambientes mais silenciosos.

Para a moradora Camila Vitola, as certificações foram decisivas na escolha do imóvel. “A sustentabilidade é um valor importante para nós. Ficamos surpresos e entusiasmados ao ver isso aplicado de forma tão concreta. O projeto foi claramente pensado para o bem-estar de quem vive aqui.”
“Mesmo morando perto do centro, não sentimos os efeitos da poluição. Já vivemos todas as estações do ano aqui com conforto térmico, e a iluminação natural faz toda a diferença: reduz o consumo de energia e elimina praticamente o uso de ar-condicionado. A sensação é de estar em uma casa, com a segurança e a praticidade de um edifício”, completa.
O BOSSA também reflete uma tendência crescente no mercado: a valorização de imóveis sustentáveis. Pesquisa da Loft mostra que quase um terço dos compradores no sul e sudeste estariam dispostos a pagar mais por imóveis com certificação ambiental.
“O conforto ambiental não precisa depender de sistemas artificiais caros e poluentes. Quando projetamos com base em dados reais e sensibilidade humana, conseguimos entregar eficiência e bem-estar ao mesmo tempo”, destaca Iago de Oliveira, da Bloco Base.
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