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14/07/2024

alexandre teixeira

Evento e frio

Chegou o frio e o que geralmente acontece comigo, e eu creio que também acontece como muita gente, fico com preguiça de sair de casa à noite para qualquer tipo de evento, mesmo aqueles que sejam para tomar vinho. Adoro ficar em casa, cozinhar, abrir uma garrafa e passar horas conversando, ouvindo música, lendo ou assistindo televisão. É tudo de bom.

Essa minha preguiça por exemplo me fez perder na semana que passou o evento onde a Zaeli, uma tradicional marca de produtos alimentícios, lançou vinhos com a sua própria marca. Essa é uma tendência de algumas empresas que acreditam no mundo dos vinhos, lançam rótulos com o seu nome para fidelizar o consumidor. Eles procuram produtores no Brasil e no Exterior, escolhem um vinho conforme os critérios de mercado, produzem um rótulo próprio, e partem para as gôndolas e prateleiras de mercados e lojas especializadas.

A Zaeli foi buscar os seus vinhos no Chile, mas especificamente no Vale Central, uma das maiores zonas produtoras do país. Eles engarrafaram brancos, tintos e roses, de chardonnay a sauvignon blanc, e de carmenere a cabernet sauvignon. Quando eu puder experimentar darei a minha opinião, por enquanto vamos torcer para que eles tenham acertado na escolha do produtor, e tenham conseguido colocar um preço justo nos seus produtos para que tenham sucesso. Quanto mais vinho no mercado brasileiro melhor para o consumidor final.

Semana que entra vai começar a Vini Portugal. O primeiro evento será nos dias 7, 8 e 9 no Rio e na semana seguinte em São Paulo. Um evento que apesar do frio eu irei com certeza, inclusive já comprei os ingressos. Xó preguiça!!!

Voltando ao frio, a semana pediu sopa e vinho. Sou português e a sopa faz parte da nossa dieta. Caldo verde, sopa de feijão com legumes e paio, ou um creme de coentros com batata, coisa de dar água na boca. Para começar os trabalhos abri um tinto do Dão que ganhei de presente do meu amigo e conterrâneo Luís Paulo Costa, hoje prefeito de Arganil, cidade vizinha a São Martinho da Cortiça, terra da minha família. Casa da Carvalha é uma blend de quatro uvas tradicionais de Portugal, Touriga Nacional, Alfrocheiro, Jaen e Tinta Roriz. Um vinho que passa por fermentação em grandes tanques de inox, mas que depois permanece 6 meses em barricas de carvalho e outros 12 meses em garrafa antes de ser colocado no mercado. É um vinho moderno, com teor alcoólico equilibrado, que passa pela garganta ser agredir, apesar do final persistente. Na taça uma cor granada intensa, e com aromas de frutas negras, amoras e mirtilos. Ótimo vinho.

A beleza da região do Dão

Sou fã da uva malbec e não podia deixar passar a semana fria com um vinho da Argentina sendo aberto. Escolhi o San Pedro de Yacochuya, produzido no Valle de Cafayate, em Salta, a 2035 metros de altitude. Salta está na minha lista de viagens, outro dia vi uma programa na TV que mostrava a região e fiquei ainda mais curioso com os vinhos de altitude. Um vinho que tem a assinatura do famoso enólogo Michel Rolland, que além do Malbec, leva parcelas de cabernet sauvignon, e que passa 12 meses em barricas de carvalho de 225 litros. Um vinho intenso que vale cada gota.

Dicas da semana

1 – vinho tinto San Pedro de Yacochuya. Safra 2020. Malbec com Cabernet Sauvignon. 14,6% de teor alcoólico. Nas vendas on-line entre R$ 315,00 e R$ 445,00

2 – vinho tinto Casa da Carvalha. Safra 2015. Blend de 4 uvas. Teor alcoólico 13%. Para o Brasil somente venda on-line. Preço médio EU$ 15,00

 

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