
Desliza branca espuma na enxurrada.
Chuva de verão.
Uma gota limpa a vida inteira de sarjeta,
boca de lobo, asfalto e contramão.
Eu que já fui rima, fui Príncipe,
centroavante goleador e capitão.
Vem barquinho rio acima. Vem barquinho rio abaixo.
Com sextante e bussola desliza em branca espuma,
nas veias de minha mão.
Dobrei-te em papéis na infância,
Hoje neste outono,
apenas uma lembrança, tema de uma canção
Vai barquinho …. neste Mar sem dono
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