ANO IV

23/06/2026

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Ilsa del Miel

24/10/2025

Caminhava por um tranquilo trecho da Praia de Encantadas na Ilha do Mel quando deparei-me, com um grupo de jovens que cantavam e dançavam muito alegres e sorridentes envoltos por fumaça de muitos cigarros de palha, acesos e perfumados…. fiquei envolto por aquele delicioso e extasiante fumacê…e sem querer, chutei uma antiga garrafa de vidro semienterrada na areia. Para minha surpresa ao abri-la encontrei folhas de rugosos papéis com escritas antigas.

São caligrafias que nos levam ao Século XVI. Grafadas em antigo castelhano arcaico que após semanas de análise consegui entender e traduzir. Notei que o escriba tinha dificuldades com papel, pena e tinta. Talvez em função do local e situação adversa. Porém o escriba teria participado da Expedição do Grande Navegador Ferdinand de Magallanes.

Sua Esquadra partiu de Guadalquivir , na Espanha em 20 de setembro de 1519.

Com 250 homens. Por ordem do El Rey Carlos V. Composta da Nau Victória e de quatro outras naus. Seguindo para além da linha do Tratado de Tordesilhas com Portugal.

Com a missão de encontrar um caminho marítimo que tornaria possivel ir do Oceano Atlântico para o Pacífico e obter as riquíssimas mercadorias e especiarias do Oriente.

A expedição aportou na incipiente Recife, em Pernambuco em 06 de dezembro de 1519.

Na pequena povoação portuguesa do Rio de Janeiro em 13 de dezembro de 1519.

Chegaram ao selvagem e ainda não europeu litoral do Paraná em 07 de fevereiro de 1520

A expedição sobreviveu as intempéries, aos motins, e a muitos incidentes disciplinares e religiosos. Não sabemos a razão e os motivos, do autor desconhecido ,porém aqui vai a transcrição do conteúdo encontrado em “ nossa” garrafa:-

“Y asi después de bajar los escaleres de la Nau Capitanea Victoria, fuimos hasta la Isla mas cerca .Yo y el cartógrafo ,los quatro granaderos sarracenos y el teniente romano, averiguar su entorno .Pero una tormenta desplegó de los cielos y la Real Armada tuvo que salir al largo de la baia para no fundear bajo los arrecifes, pero… aún… nos quedamos acá, hay agua , fuente de agua, puede ser um paraiso, tenemos carne de caza, nos alimentamos bien, ya estamos acá hace 3 semanas, 7 marineros, hay mucho mosquitos, animales de caza y pajaros hermosos, muchas colores, los selvagenes aún no molestan a nosotros y encontramos mucho miel en las arboles y tambíen en las cavernas , buscamos el oro y piedras preciosas,pero lo que nos da mucho gusto de estar aca eres el miel….creo que debemos bautizar esta isla de isla del miel pero no podemos nos quedar acá hay que seguir con la expedición son ordenes del Rey Carlos V no podríamos creer que El Capitan Ferdinan de Magallañes, nos tenga olvidado…en estos trópicos del Sur..No creo que fuimos olvidados acá….voy a poner esto em la bottiglia asi dijo el romano …sea lo que quiera Dios Padre”….La bautizo Isla del Miel nel dia de Nuestro Señor 10 de Febrero de 1520”

Em 28 de novembro de 1520 a expedição finalmente, após muito motins e dificuldades climáticas, cruzou o estreito no extremo da América do Sul desde o Oceano Atlântico adentrando ao Oceano Pacífico.

Um grande passo para a Civilização Ocidental. Após alguns anos a Cartografia Náutica lhe homenageará quando nominará o Estreito com seu nome.

Ferdinand de Magalhanes o grande navegador e comandante, exemplo de firme determinação e superação de adversidades, faleceu em 27 de abril de 1521 na ilha de Mactan nas Filipinas. Vitima de uma flecha dos selvagens locais.

Apenas a Nau capitania Victoria regressou a Espanha em 06 de dezembro de 1522. Com 30 sobreviventes . As demais naufragaram e ou foram incendiadas.

A Nau Victoria chegou á Espanha abarrotada de especiarias e tecidos orientais. Esta carga de mercadorias especiais pagou todo o investimento da Coroa Espanhola.

A Nau Victoria foi liderada por um ex comandado por Ferdinand de Magalhanes.

O tal de Juan Sebastian Elcano.

Moral da História: Se tivesse ficado na Ilha do Mel , Ferdinand de Magalhanes não teria entrado por El CANO.

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