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15/07/2024

glenn stenger futebol

Futebol gera mesmo muito dinheiro?

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A discussão maior aqui nesse espaço sempre é diferente da discussão do torcedor. Aqui não se quer falar do gol perdido, do perna de pau, do craque do jogo, do juiz que não marcou pênalti. Buscamos associar o futebol ao business. E quanto esse esporte, esse entretenimento, é valioso.

Já fui questionado se não estou exagerando na dose. Se não estou querendo dar uma importância maior do que a devida para esse “produto” chamado futebol.

Sempre que é necessário tirar alguma teima, nada melhor que mostrar números.

O faturamento do Real Madrid – maior equipe do mundo – no ano passado foi de 841 milhões de euros. Algo na casa de 4,7 bilhões de reais.

Para efeito de comparação podemos afirmar que algumas nações africanas (Sudão do Sul, Burundi, República Centro-Africana) não possuem PIBs que alcancem esse valor. Parece surreal, mas é verdade. Países inteiros (sim, numa região de pobreza extrema, é fato) produzem menos durante um ano todo do que apenas uma equipe de futebol.

Ok, não vamos comparar com países do continente africano. Comparemos com países que compartilham realidade próxima à nossa. Então vamos lá. O faturamento do Real Madrid corresponde a algo em torno de 3% do PIB do Paraguai e do Uruguai ou 4% do PIB da Bolívia.

Acredito que essas comparações sejam válidas para que possamos dimensionar o tamanho do negócio futebol no planeta. O faturamento único do maior time do mundo é maior que o PIB de algumas nações inteiras ou corresponde a percentual importante (analogicamente falando) do PIB de nações que tem inúmeros outros segmentos de negócio gerando riqueza.

Ainda lembrando que falamos apenas de uma única equipe. Existem ao menos mais umas duas dezenas de clubes gigantescos espalhados pelo mundo que não tem o mesmo faturamento mas também exibem números estratosféricos. Isso sem falar nas equipes “normais”, com faturamentos dentro de uma realidade adequada. E isso, também, sem falar nas seleções, verdadeiras máquinas de gerar dinheiro.

Poderíamos fazer mais uma série de análises comparativas. Mas essa única já mostra o tamanho, a pujança, a importância desse negócio. Futebol não é brincadeira. É uma fábrica de dinheiro que, se bem trabalhada, traz retorno muito superior aos retornos que se vê em várias atividades produtivas comerciais, industriais e de serviço.

Leia outras colunas do Glenn Stenger aqui.

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