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12/07/2024

karla küster hojepr

A fantástica linguagem corporativa

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Assim com torcedores de time de futebol, gangues e amigos de escola têm seu linguajar e seus jargões próprios, o mundo corporativo também tem!

Sim! Grandes empresas possuem uma linguagem própria, chamada de linguagem corporativa. Essa forma de se expressar é como as empresas se comunicam dentro e fora de suas instalações, ou seja, pode acontecer durante uma reunião de apresentação de resultados ou até mesmo em um bate-papo no “coffee” (na cafeteria) ou na festa de final de ano da “firma” (da empresa).

Quer um exemplo? Assista a série “SUITS” da Netflix. Nela vemos um grande escritório de advogados que usam e abusam de termos do mundo corporativo.

Diálogos formais, cheios de humor, charme e inteligência. Não se usa gírias e muito menos palavrões, nada é dito de qualquer jeito, tudo é sempre dito com respeito, formalidade, de maneira a ser resolutiva, empática e sempre impessoal.

Um simples aniversário de um colega é sempre tratado com muita formalidade, respeito e impessoalidade. Basicamente o RH manda um comunicado interno, formal e amigável, sem palavras fofas, mas sim um recado corporativo: “Unam-se a mim para dar felicitações ao nosso colega”. Formal e profissional, objetiva e sem duplo sentido.

A mesma postura podemos ver em assuntos como novas contratações ou promoções. A empresa comunica da forma mais polida e educada a promoção ou a nova contratação, convidando os colegas a unir-se à empresa para felicitar o colega.

Além da forma de falar cada setor tem seu dialeto. Na área administrativa usam-se muitos termos técnicos como “Budget” para orçamento, “Follow-up” para retorno sobre uma tarefa, “Workflow” para fluxo de trabalho, “Invite” para convite, “Insight” para uma ideia muito boa, “Deadline” para prazo final, “FYI” ou “for your information”, para indicar “sua informação”, “Turnover” para taxa de rotatividade de colaboradores, “ASAP” ou “as soon as possible”, para “assim que possível”.

Em todo e qualquer situação a linguagem corporativa precisa sempre ser clara e transmitir de forma eficiente o que deve ser dito. Não dá para ter nada nas entrelinhas, não temos tempo para interpretar!

Não venha tentar convocar uma reunião sem dar as informações básicas como onde, quando e tema, se não for claro, ninguém vai perder tempo tentando descobrir. Consequência? Sua reunião poderá ser um fiasco.

Aliás, falando em reuniões, faça reuniões objetivas. Prepare-se para a reunião. Leve informações sólidas com bases confiáveis, não venha tentar enrolar, você vai passar vergonha.

E as expressões! Alguns exemplos:

1. Não se diz “não vou poder participar da reunião” e sim “terei que declinar do convite”.

2. Não se diz “vou trocar você de função”, mas sim “vamos fazer um job-rotation”;

3. Não se diz “ensine suas funções” se sim “faça o handover”;

4. Não se diz “Vou te mandar a descrição do projeto” e sim “Vou te mandar um briefing”;

5. Não se diz “Manda quem pode e obedece quem tem juízo”, mas sim “Isso veio top-down”;

6. Não se diz o “prazo é” e sim o “Deadline é”;

7. Não se diz temos “50 pessoas trabalhando” e sim “nosso headcount é 50”

8. Não se diz “início de projeto” e sim “o Kick-off”.

A comunicação corporativa é muito importante dentro das empresas. Sendo ela clara, educada, formal e direta ela é uma ferramenta fundamental para ajudar na resolução de conflitos, na superação de obstáculos e na manutenção de um ambiente de trabalho saudável e produtivo.

Investir no desenvolvimento de habilidades de comunicação é essencial para promover o sucesso e a harmonia no ambiente de trabalho. Um problema simples de ser resolvido, pode até dobrar de tamanho se for tratado com uma comunicação ruim.

Leia outras colunas da Karla Küster aqui.

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