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Educação Financeira: o alto custo de não aprender na escola

01/10/2025
educação

Em 2025, a educação financeira ainda é um tema negligenciado nas escolas, como se gerenciar dinheiro não fosse essencial. Médicos, dentistas, advogados, profissionais liberais e demais empreendedores precisam entender quanto ganham, gastam e reinvestem além do que essa habilidade é simplesmente crucial para equilibrar as contas familiares.

O que acontece quando esse aprendizado é deixado de lado?

Segundo um estudo pioneiro publicado na Revista de Contabilidade & Finanças (RCF), da USP, em 2015, mais da metade da população, 67,1% dos brasileiros têm baixo nível de alfabetização financeira, e 55% admitem entender pouco ou nada sobre o assunto, segundo a 17ª edição da pesquisa Observatório Febraban – Federação Brasileira de Bancos (2025).

Sem noção de orçamento, muitas famílias caem em dívidas com juros altos — quase 80% já enfrentam esse desafio.

Imagine alguém que usa o cartão de crédito sem entender as taxas e de repente, vê a fatura dobrar?

Casais brigam por contas mal planejadas, casamentos acabam por dívidas e crianças crescem estressadas com questões financeiras. Sem educação financeira, até uma compra impulsiva pode resultar em parcelas intermináveis.

Nos negócios, a falta de conhecimento é ainda mais prejudicial. Segundo dados do Sebrae, pequenas empresas, que representam 30% do PIB brasileiro, frequentemente quebram por não controlarem custos. Um empreendedor que ignora o preço real de seus produtos ou que deixa o estoque desorganizado perde dinheiro com desperdícios.

Sem saber reinvestir lucros, o empresário ver seu negócio estagnar e o sonho empreendedor desaparece ao quebrar.

Além disso, a insegurança financeira afeta a saúde mental. Pessoas sem noção de poupança ou investimentos evitam planejar o futuro, vivendo de salário em salário, o que gera ansiedade e inibe a vontade de abrir um negócio próprio.

Sem aprender a medir custo e benefício e sem saber diferenciar “querer” de “precisar”, muitos acabam gastando mais do que ganham, criando um ciclo de dívidas que se repete a cada geração.

A ausência de educação financeira acaba com a expectativa de lidar bem com o dinheiro! Quem não entende finanças tende a evitar lidar com elas, deixando decisões importantes nas mãos de terceiros, tendo muitas vezes resultados desastrosos, correndo o risco de serem roubados, caindo nas mãos de aproveitadores.

Em casa, a falta de habilidade para calcular um orçamento familiar transforma compras em uma loteria, e se o carro quebrar ou a geladeira pifar, quebra junto todo o sonho de ter um planejamento financeiro.

Esse vazio educacional tem um custo alto: negócios que não crescem, famílias em crises evitáveis e na economia uma população despreparada e sofrida pela falta de dinheiro.

Embora iniciativas de educação financeira estejam se expandindo, o impacto da falta desse aprendizado precoce ainda é muito grande!

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