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04/07/2026

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O híbrido que sobreviveu à pandemia: flex ou armadilha?

08/10/2025
pandemia

Lembro como se fosse ontem: março de 2020, o mundo parou e o home office virou tipo uma salvação improvisada. Salas de aula deram lugar a mesas de jantar e as salas de reunião deram lugar ao pouco conhecido Zoom. Alunos, empresários e colaboradores aprendendo a mexer com tecnologia, na marra.

O que era pânico coletivo se transformou no híbrido – essa mistura teimosa de casa e escritório que, em 2025, ainda dita o ritmo para metade dos profissionais do mercado.

Hoje, o híbrido é “rei” consolidado. Profissionais dividem a semana entre o sofá e a mesa compartilhada. No Brasil, onde o trânsito devora horas preciosas, ele se enraizou rápido – especialmente em fintechs e consultorias, onde o atendimento pode ser feito de forma remota, sem afetar o dia a dia dos seus clientes.

O formato evoluiu de “tudo remoto” para um vaivém calculado, impulsionado por chefes que sentem falta do “olho no olho” e times que valorizam o dormir mais meia horinha e o não precisar tirar o pijama.

A flexibilidade é o grande trunfo – imagine moldar o dia ao seu ritmo, sem o peso de horas perdidas no engarrafamento. Num mundo de uma geração que preza pela sustentabilidade o fato de ter menos deslocamentos, que diminuem o impacto ambiental, faz com que o híbrido seja a melhor solução do mundo, impulsionando a inovação que brota mais rápido, afinal não está amarrado no escritório e ainda está ajudando o planeta com menos emissão de gases na atmosfera.

Mas também temos as desvantagens. A comunicação que no presencial já era um desafio, no híbrido virou um caos! Mensagens mal escritas, com pontuações erradas, mal-entendidos em calls mudos e reuniões por vídeos com câmeras desligadas, colegas ganhando pontos para promoções, pelo simples fato de ir até o escritório.

E o isolamento? O híbrido pode te tornar um fantasma na própria equipe, menos conectado no mundo das pessoas reais.

Custos operacionais? Escritórios semivazios viram elefantes brancos, demandando reformas caras para virar “hubs colaborativos”. E a produtividade? Eis uma encruzilhada: flexibilidade demais vira bagunça, rigidez vira prisão.

E as empresas? Em 2025, gigantes como Amazon, Google e bancos como Itaú e Bradesco estão puxando o freio de mão chamando o pessoal para o presencial. É meio “volte ou rua”. Por que? Medo de perder o controle, de times que se dissolvem em tecnologia.

Como medir desempenho? No presencial, você via o suor, o corre-corre, o relacionamento interpessoal; no remoto, métricas de horas logadas viram farsa. No híbrido, “quem aparece ganha promoção”, porque demonstra preocupação. Difícil liderar!

Quando a casa é a extensão do escritório fica difícil até de demitir. Receber uma resposta às 22h, começa a ser normal e vai além das oito horas da CLT.

Dedicação total começa a virar burnout.

Casa deveria ser refúgio, mas o híbrido torna uma montanha russa porque o funcionário está sempre na pressão. O híbrido promete liberdade, mas cobra com noites difíceis e famílias esquecidas. A pergunta é: vale a pena?

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