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13/07/2026

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Para ensinar na escola: a raça é uma só, humana

19/01/2026
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Se queremos acabar com o racismo, o primeiro passo é acabar com a distinção de raças. Não existem pretos, brancos, vermelhos, amarelos. Existe a raça humana. É o que se deve ensinar nas escolas.

Os sociólogos discordam. Afirmam que, nesse caso, a biologia deve ser deixada de lado. O que vale é o ‘constructo social’. Sim, mas só do ponto de vista da desigualdade de renda. Os estudiosos esqueceram os pobres. Colocaram-nos em segundo lugar na lista e alçaram ao topo da lista a raça, o gênero, a orientação sexual, o identitarismo, blá-blá-blá.

Leio que há gente sendo conduzida por coleiras nos shoppings porque se identificam como cachorros. Uma menina pintou o cabelo de cor de rosa, pregou um chifre na testa e agora quer ser chamada de unicórnio. É caso clínico, não exotismo.

O censo do IBGE 2022 revelou que a maioria dos brasileiros se considera parda, ou seja, miscigenada. É o óbvio, somos todos miscigenados. Quando se considera toda a história da humanidade, os alemães, os suecos, os islandeses são tão miscigenados quanto qualquer um. Esqueça essa coisa de mulato, cafuzo, caboclo e mameluco.

Bananas aos jogadores

Os torcedores espanhóis jogam bananas aos jogadores brasileiros. Mal sabem eles que são produto da miscigenação de árabes e europeus. Lembremos: os muçulmanos do norte da África dominaram grande parte da Península Ibérica entre o ano 711 e o ano 1492. São quase oito séculos. Dizem que a Itália é o Brasil da Europa. A Espanha é a Arábia.

Em ‘Genes, Povos e Línguas’, o geneticista italiano Luigi Cavalli-Sforza mostrou que os conceitos de raça são uma empulhação. Ele analisou milhares de exames de DNA para traçar um mapa da evolução humana. Seus estudos demonstram que a nossa cor e nossas características físicas foram se adaptando às novas condições climáticas.

Os primeiros homens surgiram na África oriental. Tinham a pele preta por causa da melanina, o pigmento natural que atua como escudo protetor contra os raios ultravioleta do sol. Os cabelos eram encarapinhados para reter o suor e resfriar a cabeça. Os olhos eram escuros porque menos sensíveis à luz.

À medida que começamos a nos espalhar pelo mundo, nosso corpo passou por adaptações. Os que se mudaram para a Europa ficaram com a pele branca para absorver mais o calor do sol e suprir a carência de vitamina D. As narinas, antes achatadas, se estreitaram para aquecer o ar antes de chegar aos pulmões. Aqueles que migraram para a Ásia ganharam dobras adiposas em volta dos olhos para se proteger dos ventos gelados.

Homem primordial

Não é tão difícil acabar com o conceito de raça. Basta entender que o homem primordial veio da África. Não se fala mais em raça vermelha porque, em dado momento, fomos ensinados e entendemos que os índios, na verdade, são asiáticos que atravessaram o Estreito de Bering há 30 mil anos. Pois os europeus de pele branca são africanos adaptados.

No primeiro governo Lula, lá nos confins, o jornalista Diogo Mainardi defendeu que o titular do ministério da discriminação racial fosse branco. Era uma forma, segundo ele, de mostrar que a discriminação racial não é nociva apenas para os negros, mas para a sociedade inteira, inclusive para os brancos.

Quanto à questão das cotas, elas continuam valendo, mas para os pobres. Sim, há pobres de pele branca. Não nos esqueçamos que foi essa parcela da população, os que se consideram brancos (e caipiras), quem devolveu Donald Trump à presidência dos EUA.

Se querem ensinar alguma coisa, esqueçam a raça e pensem na evolução do homem. Não foram os europeus que descobriram o Brasil, foram os pele amarelas, milhares de anos atrás. Todos egressos da África. Isso deve ser motivo de orgulho, não de conflito. Troquem o Dia da Consciência Negra pelo Dia da Consciência Humana. E basta de papo furado.

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