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22/07/2024

marcus vidal rock n' roll

Alanis Morissette: o post-grunge canadense

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A cantora canadense Alanis Morissette foi um fenômeno do rock post-grunge. Seu terceiro álbum, o consagradíssimo Jagged Little Pill, foi lançado em 13 de junho de 1995, e alcançou rapidamente o topo das paradas em diversos países. Somam-se 33 milhões de cópias vendidas, sendo certificado com 16 discos de platina. Produzido por Glen Ballard e gravado nos estúdios Westlake Recording e Signet Sound, ambos na Califórnia. Produziu seis singles de sucesso.

All I Really Want, faixa de abertura do álbum, estabelece o tom com sua mistura de frustração e desejo. Alanis questiona e desafia, buscando autenticidade e conexão em um mundo superficial. O uso de uma gaita dá um toque distintivo à melodia, complementando os vocais intensos e a letra direta.

Provavelmente a canção mais conhecida do álbum, You Oughta Know é um hino de raiva e traição. Com uma performance vocal poderosa e uma linha de baixo marcante, tocada por Flea, do Red Hot Chili Peppers, Alanis expressa a dor de um rompimento com uma honestidade brutal. “And I’m here to remind you, Of the mess you left when you went away, It’s not fair to deny me, Of the cross I bear that you gave to me, You, you, you oughta know.”

Perfect é uma crítica mordaz às expectativas irrealistas que os pais impõem aos filhos. Com uma melodia mais suave e melancólica, Alanis aborda os temas de pressão e decepção com uma sensibilidade tocante, contrastando com a agressividade de algumas outras faixas do álbum.

Uma das faixas mais otimistas, Hand In My Pocket é uma meditação sobre as incertezas da vida e a aceitação das dualidades pessoais. Com um refrão poderoso e um uso eficaz de harmônica, a música é um lembrete de que tudo vai ficar bem, apesar dos desafios. “And what it all comes down to, Is that everything’s gonna be fine, fine, fine, ‘Cause I’ve got one hand in my pocket, And the other one is giving a: High five.”

Com Right Through You, Alanis volta à crítica afiada, desta vez direcionada à indústria musical e às pessoas que tentam explorá-la. A faixa combina sarcasmo com uma melodia rock, destacando a habilidade de Alanis em mesclar mensagens contundentes com música acessível.

Uma das faixas mais introspectivas, Forgiven lida com temas de religião, culpa e redenção. A música apresenta uma produção mais sombria e um vocal emotivo, explorando a luta interna de Alanis com a moralidade e a espiritualidade.

Com um ritmo mais leve e um refrão memorável, You Learn incentiva a aceitação dos erros como parte do crescimento pessoal. A letra sugere que cada experiência, boa ou ruim, contribui para a nossa evolução. A instrumentação otimista apoia a mensagem positiva da música. “You live, you learn, You love, you learn, You cry, you learn, You lose, you learn, You bleed, you learn, You scream, you learn.”

Uma das baladas mais legais do álbum, Head Over Feet celebra o amor e a amizade. Com uma melodia acolhedora e uma letra que expressa gratidão e surpresa por um relacionamento saudável, a faixa destaca a versatilidade de Alanis como compositora. “You’ve already won me over in spite of me, And don’t be alarmed if I fall head over feet, And don’t be surprised if I love you for all that you are, I couldn’t help it, it’s all your fault.”

Uma balada comovente sobre luta e compaixão, Mary Jane aborda temas de dor emocional e a necessidade de apoio. A melodia suave e a entrega vocal vulnerável de Alanis criam uma atmosfera de empatia e entendimento.

Ironic é famosa por suas letras cheias de ironias da vida, embora muitas vezes debatidas por não serem verdadeiramente irônicas. A canção se destaca por seu humor sombrio e a melodia sensacional, se tornando um dos maiores sucessos comerciais de Alanis. “It’s like rain on your wedding day, It’s a free ride when you’ve already paid, It’s the good advice that you just didn’t take, And who would’ve thought, it figures.”

Not The Doctor possui uma vibe mais experimental, tanto em termos de arranjo quanto de estrutura, reforçando a mensagem de independência e autossuficiência.

Wake Up, a faixa final do álbum, é um apelo para a mudança e o despertar pessoal, com uma produção mais densa e uma entrega vocal apaixonada. Espetacular.

Jagged Little Pill marcou época. Foi um sucesso estrondoso, fazendo de Alanis Morissette um ícone da sua geração. Continua na ativa, fazendo shows e gravando bons álbuns. Com sua verve post-grunge marcante. Marcante no mundo do rock. Do bom e velho rock’n’roll.

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