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23/07/2024

marcus vidal rock n' roll

The Pretenders: a voz feminina do pós-punk

Formada em 1978, a banda The Pretenders sempre foi liderada pela vocalista e guitarrista Chrissie Hynde, uma estadunidense radicada na Inglaterra. Seu terceiro álbum, Learning to Crawl, lançado em 21 de janeiro de 1984, mostrou ao mundo a força da voz e das composições de Chrissie. Acompanhada de Robbie McIntosh (guitarra), Malcolm Foster (baixo) e Martin Chambers (bateria), o quarteto fez um dos álbuns mais viscerais do pós-punk da década de 1980. Produziu seis singles de sucesso e vendeu mais de 1,5 milhões de cópias.

Middle Of The Road, a faixa de abertura, é uma poderosa declaração de independência e força. Com riffs de guitarra contundentes e a voz distintiva de Chrissie Hynde, a canção é um clássico instantâneo. A letra fala sobre a luta pela sobrevivência e a busca pelo equilíbrio na vida, refletindo a resiliência da banda. “The middle of the road is trying to find me, I’m standing in the middle of life with my plans behind me, Well I got a smile for everyone I meet, As long as you don’t try dragging my bay, Or dropping the bomb on my street.

Back On The Chain Gang, um dos maiores sucessos da banda, esta faixa é uma homenagem aos membros James Honeyman-Scott, falecido em 1982 e Peter Farndon, falecido em 1983. A melodia maravilhosa e o riff de guitarra icônico são acompanhados por uma letra emocionalmente carregada, refletindo a perda e a dor, mas também a determinação de seguir em frente. “I found a picture of you, What hijacked my world that night, To a place in the past we’ve been cast out of, Now we’re back in the fight, We’re back on the train, Back on the chain gang.

Time The Avenger possui uma pegada mais melancólica, com um ritmo moderado e uma linha de baixo marcante. A letra explora temas de arrependimento e a passagem do tempo, com Hynde refletindo sobre as escolhas da vida e suas consequências inevitáveis.

Watching The Clothes é uma faixa mais leve e divertida, com um ritmo quase dançante. A letra fala sobre a monotonia e as tarefas mundanas do dia a dia, apresentando um contraste interessante com as canções mais sombrias do álbum.

Show Me tem uma vibração otimista e positiva, com uma melodia alegre e um refrão cativante. A letra é um pedido para ver mais bondade e honestidade no mundo, refletindo um desejo de mudança e esperança.

Uma das faixas mais animadas do álbum, Thumbelina tem uma influência country, com uma guitarra twangy e uma batida rápida. A letra conta a história de uma menina que embarca em uma jornada em busca de um novo começo, simbolizando a jornada da banda após a tragédia.

My City Was Gone é uma das faixas mais politicamente carregadas do álbum. Hynde lamenta as mudanças na sua cidade natal, Akron, Ohio. A linha de baixo pulsante e a estrutura repetitiva da música criam uma atmosfera hipnótica, enquanto a letra critica o desenvolvimento urbano descontrolado e a perda de identidade local.

Thin Line Between Love And Hate é um cover da canção do grupo The Persuaders. A faixa traz uma vibe soul e R&B ao álbum. Hynde entrega uma performance vocal poderosa, explorando a tênue linha entre o amor e o ódio em relacionamentos.

I Hurt You tem uma melodia sombria e um ritmo lento. A faixa é uma das mais emocionais do álbum. A letra é uma confissão de dor e culpa, com Hynde expressando remorso por machucar alguém que ama.

2000 Miles fecha o álbum. A faixa, uma balada, é uma das canções mais belas e tocantes da banda. Com uma melodia suave e uma letra poética, fala sobre saudade e distância, capturando a essência da nostalgia e do desejo de reunião. “He’s gone, 2000 miles, Is very far. The snows falling down. It’s colder day by day. I miss you.

Learning to Crawl é um álbum que combina dor e esperança, mostrando a capacidade do The Pretenders de transformar a tragédia em arte. Cada faixa contribui para uma narrativa coesa de resiliência e renovação, solidificando o legado da banda no rock. No bom e velho rock’n’roll.

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