A Comunidade Israelita do Paraná recebeu na noite de quarta-feira (25) Sapir Cohen e Sasha Troufanov, que foram reféns do Hamas após o ataque de 7 de outubro. O evento foi organizado pela Kehilá.
Engenheira de software, Sapir esteve em cativeiro em Gaza por 55 dias. Após ser libertada, ela esperou o namorado e também engenheiro, Sasha, que ficou sequestrado por 498 dias. Ele sofreu ferimentos graves nas pernas e passou meses em túneis completamente isolado.
Além dos desafios e traumas que enfrentaram, eles compartilharam suas jornadas pessoais do secularismo à crença e cultivo da gratidão.
Sapir relatou que, depois de tudo que vivenciou, decidiu que precisava buscar uma missão na vida, fazer a diferença. Quando voltou do cativeiro e estava deprimida, pensando no que deveria fazer pelos outros reféns, veio uma palavra à sua mente: unidade.
Decidiu ir a muitas comunidades levar uma mensagem de união e esperança. “A minha mensagem é continuar, estarmos juntos e nos ajudar, não só na crise”, disse a sobrevivente.
Nascido na Rússia, Sasha conta cresceu em um kibutz, em Israel, e que sua vida parecia caminhar conforme o planejado em relação aos estudos e à carreira, com um bom emprego na Amazon. Tudo ia bem até o ataque de 7 de outubro.
Ele conta que mudou a maneira de ver a vida depois de tudo o que passou. “As coisas materiais que a gente tem são meios para fazer algo. Hoje as pessoas focam muito no sucesso. Mas ser uma pessoa de sucesso vem de dentro, não de fora”, ponderou.
O casal, na faixa dos 30 anos, planeja ter filhos e cumprir a promessa à mãe de Sasha, que também foi refém. O pai dele foi morto pelo Hamas.
“Recebê-los aqui não é apenas um ato de hospitalidade, mas também um encontro com uma força extraordinária”, afirmou o presidente da Kehilá, Átila Córdova. “Ouvir e lembrar que o “nunca mais tem que estar gravado na nossa memória”, concluiu.



