A nova concessão do transporte coletivo vai promover um avanço histórico na mobilidade sustentável da cidade. O plano prevê a incorporação de 245 ônibus elétricos nos primeiros cinco anos do novo contrato, além da construção de eletropostos públicos para abastecimento e manutenção da frota.
São veículos zero emissões, com conforto térmico (ar-condicionado) e sem ruídos. O investimento total estimado é de R$ 1,5 bilhão, valor que engloba a renovação da frota, infraestrutura de recarga e adequações operacionais.
De acordo com o projeto da nova concessão, 14 linhas terão veículos elétricos, incluindo rotas estruturais, que operam em eixos, e Interbairros.
As 14 linhas contempladas são:
- 203 – Sta. Cândida/C. Raso
- 250 – Ligeirão Norte/Sul
- 010 – Interbairros I (horário)
- 011 – Interbairros I (anti-horário)
- 020 – Interbairros II (horário)
- 021 – Interbairros II (anti-horário)
- 022 – Inter 2 (horário)
- 023 – Inter 2 (anti-horário)
- 302 – Centenário/Rui Barbosa
- 303 – Centenário/C. Comprido
- 550 – Ligeirão Pinheirinho/C. Gomes
- 603 – Pinheirinho/Rui Barbosa
- 502 – Circular Sul (horário)
- 602 – Circular Sul (anti-horário)
Atualmente, Curitiba tem sete ônibus elétricos em circulação – seis na linha Interbairros I (horário e anti-horário) e um na linha Água Verde.
“Com a nova concessão, Curitiba reforça o compromisso com a redução das emissões, melhoria da qualidade do ar e do transporte público”, diz Ogeny Pedro Maia Neto, presidente da Urbanização de Curitiba (Urbs).
Nos primeiros 12 meses de concessão, está prevista a entrega de 61 novos ônibus elétricos, sendo 54 articulados e sete padron.
O cronograma prevê que, até 2031, um terço de todos os assentos ofertados à população seja de veículos zero emissões.
Eletropostos públicos
Como parte da modernização do sistema, serão instalados dois eletropostos públicos para recarga complementar dos ônibus durante o entre-pico. As estruturas serão construídas pelas concessionárias responsáveis pelos lotes BRT 1 e BRT 2, em terrenos desapropriados pelo município e com recursos subvencionados.
Os eletropostos terão uso compartilhado pelos cinco lotes do sistema e funcionarão como base de apoio para otimizar a operação diária das linhas elétricas. O eletroposto Capão da Imbuia terá área de 16 mil m², com 33 posições de recarga, 12 carregadores de 240 kWh e 15 de 180 kWh. O eletroposto Capão Raso terá área de 14 mil m², com 22 posições, 11 carregadores de 240 kWh.
Ampliação da frota
Além da frota elétrica, haverá renovação da frota a diesel, com 1.233 ônibus zero km ao longo da concessão, sendo 150 para o início da operação. Todos os veículos serão da categoria Euro 6, a menos poluente a diesel no mundo.
Os novos ônibus propiciarão um aumento de 3,5% da frota de ônibus do transporte coletivo e de 5,4% na quantidade de lugares ofertados, já que há uma parcela expressiva de veículos com maior capacidade que serão adquiridos.
A intenção é reduzir a da lotação das viagens, especialmente nas linhas de maior demanda e também diminuir o tempo de espera.
Segundo o presidente da Urbs, a expectativa é que as mudanças tragam mais passageiros para o transporte coletivo, com um acréscimo de 3,5% na demanda – cerca de 570 mil novos usuários por mês.
Itinerários ajustados
O projeto da nova concessão também prevê a revisão de 26 linhas com baixa demanda e pouca oferta de viagens. Esses itinerários serão ajustados para garantir mais eficiência, com integração temporal e eliminação de sobreposições.
A proposta busca racionalizar o uso da frota, melhorar a experiência dos usuários e ampliar a cobertura sem desperdício de recursos. A previsão é implantar as mudanças ao longo do novo contrato de concessão.



