As ações inovadoras de Curitiba para ampliar o acesso à alimentação saudável à população e de combate à fome e desperdício de alimentos renderam à cidade mais um reconhecimento internacional: o 1º lugar no Fab City Awards, promovido pela Fab City Foundation, uma instituição criada em Barcelona (Espanha) e com sede na Estônia.
O projeto que rendeu a vitória à Curitiba na primeira premiação realizada entre as fab cities – atualmente, são 52 – foi o conjunto de seus programas de Segurança Alimentar e Nutricional. Entre eles, a Fazenda Urbana e as hortas urbanas, o Mesa Solidária, Banco de Alimentos e os Armazéns da Família.
A premiação também reconheceu mais dois “fortes projetos”, como a fundação definiu, que servem de modelo para outros lugares do mundo: o Fab Lab do Cajuru, primeiro laboratório de prototipagem público da cidade, e o ecossistema de inovação Vale do Pinhão.
“Curitiba apresentou três projetos muito fortes. Embora o programa de Segurança Alimentar e Nutricional seja o vencedor absoluto, queremos destacar também os outros dois projetos que submeteram”, informou o Fab City Foundation em seu site.
Diversos atores
Para os avaliadores do prêmio, o programa de Segurança Alimentar e Nutricional em Curitiba se destacou ao incorporar uma estratégia de ciclo alimentar em toda a cidade, enfatizando qualidade, acessibilidade e sustentabilidade.
Neste ciclo, a Prefeitura promove e incentiva a produção de alimentos no espaço urbano nas suas 147 hortas urbanas e duas Fazendas Urbanas (a do Cajuru e a da CIC, em implantação), com o engajamento da população.
Além disso, cria pontos de venda de alimentos saudáveis com valores acessíveis, como os 35 Armazéns da Família e os 11 Sacolões da Família, que também beneficiam os produtores da cidade e região metropolitana.
O Câmbio Verde faz a troca de material reciclável por comida e, só no primeiro semestre deste ano entregou 441 toneladas de produtos orgânicos para 30,6 mil pessoas.
Projetos como o Banco de Alimentos e de incentivo à compostagem contribuem para o aproveitamento total dos alimentos, a preservação da biodiversidade e gestão de resíduos de forma sustentável.
Com a colaboração de diversos atores de ecossistema de inovação curitibano – iniciativas pública e privada, meio acadêmico e da sociedade civil – estas ações da capital paranaense não só se alinham com os objetivos de autossuficiência e inclusão como também são referência para outras Fab City.
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