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12/07/2024

NEGÓCIOS

Dia Nacional do Deficiente Físico: conheça histórias de superação e amor ao esporte

Dia 11 de outubro é o Dia Nacional do Deficiente Físico, data instituída pela Lei nº 2.795 e promulgada em 15 de abril de 1981 pelo governo de São Paulo, posteriormente comemorada em todo o território nacional. A finalidade é promover a conscientização da sociedade sobre as ações que devem garantir qualidade de vida e a promoção dos direitos das pessoas com deficiência física.

 

A falta de informação aliada às fragilidades na inclusão de pessoas com deficiências físicas faz com que ocorra o capacitismo, que é o preconceito em relação à capacidade e às habilidades das pessoas com deficiência. O assunto é pouco debatido na sociedade e a exclusão de pessoas com deficiência as coloca em situação de vulnerabilidade por não receberem as mesmas oportunidades em relação à educação e oportunidades de trabalho. Além disso, o capacitismo é crime conforme previsto na Lei Brasileira de Inclusão (LBI), que garante os direitos das pessoas com deficiência.

 

Preconceito no meio social e inclusão

As dificuldades no meio social aparecem de ambos os lados. A pessoa com deficiência física encontra diversas barreiras para a sua adaptação, desde uma calçada sem estrutura para o cadeirante, quanto o preconceito de outras pessoas. A inclusão social ainda é o melhor caminho, uma vez que possibilita ao deficiente físico mostrar suas habilidades e permite que os demais o vejam para além de sua condição física.

 

Para melhorar a qualidade de vida das pessoas mais vulneráveis da sociedade, as instituições governamentais e não-governamentais desenvolveram estratégias baseadas no princípio da inclusão social.

 

O esporte como meio de inclusão

O esporte é uma ferramenta importante da sociedade para promover convivência em grupo, crescimento pessoal, aprimoramento da disciplina e do respeito ao próximo.

 

Baseado nisso, a Associação dos Deficientes Físicos do Paraná (ADFP), desenvolve crianças, adolescentes e adultos com diversas deficiências por meio de esportes como esgrima, bocha, tênis de mesa, basquete sobre rodas e atletismo, como no caso da jovem curitibana Bianca Gonçalves Ribas.

 

Bianca, que tem paralisia cerebral, é atleta de bocha paralímpica desde os 12 anos, quando conheceu o esporte na escola em que estudava. Aos 15 anos ingressou na ADFP, onde participou de seu primeiro Regional Sul, em 2009, a convite do professor Darlan França Ciesielski Júnior.

 

Hoje, aos 29 anos, Bianca já conquistou 3 medalhas de prata nos três últimos Campeonatos Brasileiro de Bocha Paralímpica e vê melhora na sua vida através do esporte. “A bocha transformou minha vida. Através dela consegui melhorar minha autoestima e meu sistema cognitivo, pois a bocha requer muita atenção e concentração. Melhorou minha qualidade de vida, pois o contato com minha equipe me fez entender que sou capaz de ser uma pessoa melhor para mim e para os que me acompanham. Sou muito feliz em fazer parte da equipe de bocha da ADFP”, conta a atleta.

 

Além da bocha, Bianca frequenta a escola, tem rotinas de treinamentos diários e pratica equoterapia, além de gostar de música, pintura, futebol feminino e vôlei. Ela ainda está em busca do seu sonho, que é fazer parte da Seleção Brasileira de Bocha Paralímpica e sua grande meta é participar de uma Paralimpíada representando o Brasil.

 

Sua mãe, Luciana Gonçalves, conta sobre o orgulho que sente da filha. “Bianca é muito esforçada. Está sempre pronta para aprender e se dedica ao máximo aos seus objetivos. Mesmo com uma rotina pesada ela sempre está disposta a ir aos treinos e dar o seu melhor. Bianca é minha atleta favorita”, afirma.

 

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