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18/07/2026

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Empreender em 2026 exigirá uso de IA e maior profissionalização, apontam especialistas

19/01/2026
inteligência artificial

Empreender no Brasil em 2026 sem o apoio de tecnologias como a inteligência artificial (IA) tende a se tornar um desafio cada vez maior, avaliam especialistas em negócios e inovação. A combinação entre maior acesso a ferramentas digitais e aumento da concorrência eleva o nível de exigência para novos empreendedores.

Dados do Sebrae indicam que, entre janeiro e novembro de 2025, cerca de 4,6 milhões de pequenos negócios foram abertos no país. Desse total, 97% correspondem a pequenos empreendimentos: 77% são microempreendedores individuais (MEI), 19% microempresas e 4% empresas de pequeno porte. A instituição aponta ainda que quase 40% dos brasileiros pretendem abrir um negócio nos próximos três anos.

Apesar do ambiente favorável para a criação de empresas, especialistas afirmam que a “era do improviso” ficará para trás. Segundo Alan Sales da Fonseca, especialista em finanças e diretor de Operações do Centro Universitário Integrado de Campo Mourão (PR), a sobrevivência dos novos negócios dependerá de planejamento e uso estratégico da tecnologia desde o início.

Para ele, a inteligência artificial altera a estrutura de custos e amplia a capacidade operacional das empresas. “Quem quiser empreender com chance real de sobreviver e crescer precisa observar movimentos que já estão em curso”, afirma.

Fabricio Pelloso, head de inovação e coordenador do Integrow, avalia que o cenário de 2026 será marcado pela integração entre políticas de inovação, tecnologias mais acessíveis e consumidores mais atentos à eficiência e ao impacto das empresas.

“Os novos negócios precisarão demonstrar eficiência, impacto e capacidade de adaptação rápida. Quem incorpora tecnologia e visão de impacto desde o início tende a sair na frente”, destaca.

Os especialistas recomendam que novos empreendedores priorizem a identificação de problemas reais do mercado antes de definir produtos ou serviços. A validação de ideias em pequena escala e a elaboração de um planejamento financeiro básico são apontadas como medidas para reduzir riscos.

Segundo eles, o mercado tende a ser promissor, porém mais seletivo. A combinação entre disciplina de gestão, leitura de oportunidades e adoção de novas tecnologias será determinante para a sustentabilidade dos negócios.

5 tendências para quem deseja empreender em 2026

Confira passos que essenciais, apontados pelos especialistas, para ter sucesso neste ano.

1. Inteligência Artificial no centro da operação
A adoção intensiva de IA será praticamente obrigatória. Ferramentas de automação, atendimento, marketing, análise de dados e gestão financeira estão cada vez mais acessíveis e permitem que pequenos negócios operem com eficiência semelhante à de grandes empresas. “Empreender sem IA será como correr uma maratona de chinelo”, resume Fonseca.

2. Impacto e ESG como proposta de valor
Negócios orientados apenas pelo lucro tendem a perder espaço. Clientes, investidores e instituições financeiras buscam empresas capazes de gerar impacto social ou ambiental positivo de forma mensurável. “Sustentabilidade, economia verde e responsabilidade social deixam de ser discurso e passam a integrar o modelo de negócio”, comenta Pelloso.

3. Jornada do cliente totalmente digital
Não basta estar presente nas redes sociais. A experiência do cliente precisa ser integrada, permitindo descoberta, compra, pagamento e relacionamento por canais digitais. Mesmo empresas físicas precisam adotar jornadas híbridas, combinando tecnologia com atendimento humanizado.

4. Comunidade e recorrência no lugar da venda pontual
Modelos baseados em assinaturas, clubes, fidelização e comunidades em torno da marca ganham força.

5. Gestão profissional desde o início
O improviso tende a custar caro. Controle financeiro, acompanhamento de indicadores, entendimento de margens e fluxo de caixa passam a ser indispensáveis. Plataformas digitais e IA ajudam o empreendedor a tomar decisões baseadas em dados e não apenas na intuição.

“Além de fortalecer o relacionamento com o cliente, essas estratégias reduzem custos de aquisição e tornam o fluxo de caixa mais previsível”, explica Fabrício Pelloso.

Foto: Freepik

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