O espetáculo “Chiquinha Gonzaga: Eu Quero Passar” chega à capital paranaense nesta sexta-feira (26), às 19h30, na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), com patrocínio da Chamex. Inspirada na trajetória de uma das personalidades mais relevantes da música brasileira, a montagem é uma celebração à musicista que lançou a primeira marchinha de Carnaval no Brasil.
A apresentação conta com a interpretação de Raquel Paixão, direção cênica de Elisa Lucinda e direção musical de Maria Teresa Madeira. A obra reúne um repertório exclusivamente composto por Chiquinha Gonzaga, em uma apresentação que dialoga entre música, teatro e memória. Raquel da vida a personagem, revelando curiosidades e momentos importantes da sua trajetória feminista e abolicionista.
O público é convidado a revisitar a história de Chiquinha, não apenas como uma artista à frente do seu tempo, mas também como uma mulher negra em um país marcado por desafios sociais e raciais. A atriz compartilha também suas vivências como mulher e artista negra, reforçando a importância de dar visibilidade a essas narrativas.
“A música de Chiquinha Gonzaga sempre esteve presente em minha vida. Tenho formação em música clássica, com bacharelado, mestrado e especialização em piano. Nesse ambiente, sempre tive na memória músicas como Corta-Jaca, Plangente, Lua Branca, além da marchinha de carnaval Ô Abre Alas, que faz parte do nosso universo cultural”, compartilha Raquel Paixão.
Elisa Lucinda, diretora cênica e multiartista, reforça que o objetivo do recital é de promover o acesso à obra e biografia da compositora, trazendo seu repertório musical e diferentes fases de sua vida. “O Brasil não tem produzido no seu imaginário a imagem da Chiquinha Gonzaga negra e o recorte que ela foi uma revolucionária”, destaca Elisa.
Sobre Chiquinha Gonzaga
Francisca Edwiges Neves Gonzaga foi pianista, maestra e compositora, uma das mais admiráveis artistas brasileiras, pioneira em assumir a música como profissão, em um tempo em que mulheres eram restringidas ao trabalho doméstico. Também foi ativa nas causas da abolição e, segundo registro em suas biografias, comprou alforria de pessoas escravizadas com dinheiro que arrecadava da venda das partituras de suas composições.
Teve formação clássica em piano, mas em suas composições já integrava a corporeidade das celebrações populares: observam-se as células rítmicas do maxixe, umbigada e lundus em suas composições, além de forte influência do choro, gênero musical que nasceu na boemia carioca e cuja criação teve direta participação da maestra. Enriqueceu o patrimônio musical brasileiro em larga escala, deixando diversas obras para piano, bandas e trilhas para teatro.
Serviço
Recital cênico “Chiquinha Gonzaga: Eu Quero Passar”
Data: 26 de setembro, às 19h30
Local: Auditório John Henry Newman, na PUCPR
Endereço: Rua Imaculada Conceição, 1155 – Prado Velho – Curitiba
Ingressos gratuitos e limitados no link: pucpr.app/recital-chiquinha-gonzaga
Foto: Daniel Barboza



