Uma análise da CNN Brasil revela que, nos últimos dez anos, metade dos filmes que ganharam o Oscar de Melhor Filme foram adaptações de obras literárias. Entre eles estão “Spotlight” (2015), “A Forma da Água” (2017), “Green Book” (2018), “Nomadland” (2020) e “Oppenheimer” (2023), que tem uma conexão com a literatura e levaram a estatueta mais disputada da noite.
No caso de “A Forma da Água”, o livro e o roteiro foram desenvolvidos simultaneamente. O autor Daniel Krauss compartilhou sua ideia com o diretor mexicano Guillermo del Toro, que transformou o projeto em filme. Apesar de adaptações literárias serem frequentemente criticadas por fãs, elas continuam a ocupar espaço importante na disputa pelo prêmio mais cobiçado do cinema.
Entre os indicados a Melhor Filme desta edição, quatro têm origem literária:
“Sonhos de Trem” – adaptação de uma novela curta de 88 páginas, do autor Denis Johnson;

“Frankenstein” – baseado no clássico romance de 1816, de Mary Shelley;

“Uma Batalha Após a Outra” – adaptação do livro “Vineland”, de Thomas Pynchon;

“Hamnet” – inspirado na obra homônima sobre a esposa de Shakespeare.

A análise mostra que a literatura segue sendo uma fonte relevante de inspiração para Hollywood, mesmo em uma indústria marcada por franquias, remakes e produções originais.
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